“Governador sem palavra!”: Roberto Cidade foge mais uma vez dos aprovados da PM
Manaus – A cobrança dos aprovados no concurso da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) ganhou um novo capítulo após o governador Roberto Cidade (União Brasil) ser abordado durante um compromisso de campanha.
Em vídeo obtido pelo Portal e TV CM7 Brasil, os manifestantes acusam Cidade de evitar uma resposta concreta sobre as convocações e repetem em coro: “Cidade sem palavra!”
As imagens mostram o governador tentando falar em meio à manifestação. “Todo dia na minha vida eu trabalho… Vocês querem ouvir? Tá resolvido então…”, afirma Cidade.
A declaração, porém, não apresenta datas, número de candidatos que poderão ser chamados nem um cronograma de convocação. Logo depois, os aprovados voltam a pressioná-lo: “Governador sem palavra! Cidade sem palavra!”
Um dos participantes do protesto também acusa o governador de deixar o local sem esclarecer a reivindicação. “E é assim que ele vai deixando os aprovados da Polícia Militar e vai fugindo mais uma vez. Essa aí é a resposta que ele tem para os aprovados da Polícia Militar”, diz o manifestante no vídeo.
A revolta ocorre depois de mais um desencontro entre o Governo e os candidatos. Uma reunião prevista para esta terça-feira (22), na sede do Executivo estadual, foi novamente cancelada e ficou sem nova data definida.
O encontro já havia sido remarcado anteriormente e deveria tratar justamente das convocações cobradas pelo grupo.
Os aprovados vêm realizando manifestações há semanas e pedem um cronograma oficial para o chamamento dos remanescentes.
Representantes do movimento afirmam que cerca de mil candidatos ainda aguardam uma definição. Em protesto realizado na semana passada, o próprio Cidade havia informado que a reunião seria realizada no dia 22 de setembro.
Apesar da frase “tá resolvido então”, o material divulgado até agora não esclarece o que, concretamente, teria sido resolvido. Afinal de contas, Roberto Cidade fugiu de novo dos aprovasdos, sem fornecer nenhuma informação concreta.
Enquanto não houver anúncio formal sobre datas e quantidade de convocações, os aprovados dizem que continuarão cobrando uma resposta do Governo do Amazonas.



