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Flávio vs Lula: pesquisas em 2026 trazem briga mais acirrada do que em 2022 às vésperas do 1º turno

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Flávio vs Lula: pesquisas em 2026 trazem briga mais acirrada do que em 2022 às vésperas do 1º turno

Brasil — A uma semana do primeiro turno, a campanha presidencial entra em uma fase mais acirrada do que há quatro anos, de acordo com as pesquisas de intenção de voto divulgadas recentemente. Em 2022, nessa mesma altura, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderava com folga a disputa contra o então presidente Jair Bolsonaro (PL). Hoje, o cenário se mostra mais desafiador para o petista, que busca a reeleição. Embora o atual mandatário apareça numericamente à frente, os levantamentos indicam um empate técnico entre ele e o segundo colocado, o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Esse cenário de disputa mais estreita se repete nas pesquisas Quaest e Datafolha divulgadas ao longo da última semana. A Quaest aponta Lula com 37% das intenções de voto contra 33% de Flávio, o que configura um empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. O Datafolha mostra o atual presidente com 40% contra 36% do candidato do PL, com vantagem de quatro pontos para o petista, mas ainda representando um empate na mesma margem de erro. Esses números contrastam com os de quatro anos atrás, quando, a uma semana do 1º turno, Lula liderava com uma diferença superior a 10 pontos. Na época, o Datafolha apontava o petista com 47% contra 33% de Jair Bolsonaro (diferença de 14 pontos), enquanto a Quaest mostrava Lula com 44% contra 34% do então presidente (vantagem de 10 pontos).

Apesar da ampla vantagem nas pesquisas de 2022, o resultado daquele 1º turno foi mais apertado do que o sinalizado, com Lula recebendo 57 milhões de votos (48,43%) e Bolsonaro ficando com 51 milhões (43,20%), uma diferença final de cerca de cinco pontos percentuais. Às vésperas da atual eleição, as campanhas adotam estratégias focadas na reta final. O candidato à reeleição intensificará as viagens pelo país, mantendo seu foco no Sudeste, região que também deve ser priorizada por Flávio Bolsonaro. O Sudeste concentra os maiores colégios eleitorais do país segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com São Paulo reunindo 34,1 milhões de eleitores (21,48% do eleitorado nacional), seguido por Minas Gerais com 16,4 milhões (10,32%) e Rio de Janeiro com 12,9 milhões (8,10%).

Na última semana de campanha, uma das principais apostas de Lula para atrair o eleitorado é a medida provisória (MP) assinada na sexta-feira (25/9) em São Paulo, que proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no país, conhecidas como bets. A medida alcança as apostas esportivas e os jogos on-line, em ambientes físicos e virtuais. Além da MP, o governo apresentou um projeto de lei que tipifica crimes relacionados a essas apostas, prevendo de 2 a 6 anos de reclusão para cinco tipos de condutas criminosas, como exploração, divulgação, captação de apostadores com uso de dados pessoais, facilitação financeira e fornecimento de aplicação de internet para a modalidade.

Em reação ao anúncio feito a nove dias da eleição, a campanha de Flávio Bolsonaro prepara uma ofensiva para explorar o momento adotado pelo governo. A estratégia oposicionista é resgatar a tramitação do Projeto de Lei nº 3.626/2023, que regulamentou as apostas, para confrontar o posicionamento do governo durante a elaboração da lei com o discurso atual de Lula. O grupo de Flávio argumenta que, no Senado, uma emenda do então líder do PL, Carlos Portinho, aprovada em dezembro de 2023, havia retirado os jogos de cassino on-line do projeto. Contudo, na volta da proposta à Câmara dos Deputados, o texto foi alterado novamente, mantendo a regulamentação dos jogos on-line na versão que acabou seguindo para a sanção presidencial.


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