Exclusivo: Saiba quem é o apóstolo Nilmar, alvo da PF e ligado à família de Roberto Cidade
Manaus – A operação Combustão realizada nesta quinta-feira (24) pela Polícia Federal que investiga corrupção e crimes eleitorais envolvendo órgãos do governo do Amazonas nas eleições de 2022, tem como alvo da investigação o ex-presidente da Associação Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (AADESAM) que é ligado à família do atual governador Roberto Cidade, o apóstolo José Nilmar Alves de Oliveira, que disputou o cargo de deputado federal pelo PL nas eleições daquele ano, Nilmar presidiu a AADESAM no período de 2020 a 2022.

Nilmar foi candidato pelo PL em 2022 a deputado federal:
Nilmar durante sua passagem à frente da presidência da AADESAM:

Também são investigados o empresário Valber José Prado Marques e Hiago Dias Costa, apontado como administrador financeiro da campanha de Nilmar. Segundo a Polícia Federal, a investigação identificou um suposto esquema envolvendo recursos provenientes de contratos firmados pela AADESAM. Os valores teriam circulado posteriormente entre pessoas físicas e empresas relacionadas aos fatos investigados.
De acordo com informações divulgadas na investigação, empresas ligadas a Valber José Prado Marques teriam recebido repasses da AADESAM. V J Prado Marques , inscrita no CNPJ nº 26.434.930/0001-47, que trabalha com o comércio atacadista de produtos de higiene, limpeza e conservação domiciliar e RP Comércio de Materiais e Serviços de Construção, CNPJ nº 21.084.541/0001-15 , que atua com o comércio varejista de material elétrico.
Veja:


Uma dessas empresas teria realizado posteriormente uma transferência para uma conta pessoal de José Nilmar. Os investigadores apuram se as movimentações possuem relação com os recursos sob suspeita.
Outro ponto analisado é a movimentação financeira de Hiago Dias Costa, apontado como responsável pela administração financeira da campanha de Nilmar em 2022. Segundo o relatório citado na investigação, ele teria movimentado aproximadamente R$ 831,1 mil entre maio e novembro daquele ano, valor considerado incompatível com a renda registrada no período. Todos os envolvidos são considerados suspeitos, a investigação segue em andamento



