Ex-deputado Masamy Eda é preso após jogar celular pela janela durante operação da PF
Brasil – O cerco contra o ex-deputado Masamy Eda apertou nos últimos dias, culminando em uma cena digna de roteiro policial. O ex-parlamentar, que já era o foco central da Operação Escama, foi preso em flagrante nesta terça-feira (27) após uma tentativa frustrada de obstruir o trabalho da Polícia Federal (PF).
Durante o cumprimento de um novo mandado de busca e apreensão, Eda tentou se livrar de provas de forma imediata: ao perceber a presença dos agentes, arremessou seu telefone celular pela janela, na tentativa de que o aparelho caísse em um terreno vizinho.
A estratégia não funcionou. Os policiais flagraram o ato e efetuaram a prisão em flagrante por fraude processual. Após a detenção, o ex-deputado passou pelo Instituto de Medicina Legal (IML) e foi encaminhado à Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc), onde aguarda audiência de custódia.
A ofensiva contra o esquema de corrupção começou a ganhar tração na última sexta-feira (23). A investigação mira irregularidades graves na Secretaria Estadual de Educação (Seed), especificamente no fornecimento de merenda escolar. Confira os principais pontos revelados pela PF:
- Valores Sob Suspeita: O contrato investigado ultrapassa os R$ 11 milhões, com recursos oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
- Bloqueio de Bens: A Justiça Federal autorizou o bloqueio de até R$ 45 milhões em bens e ativos dos envolvidos, visando garantir o ressarcimento aos cofres públicos.
- Estrutura Inexistente: Há fortes indícios de que a empresa contratada seria apenas uma “empresa de fachada”, sem capacidade operacional ou logística para entregar os alimentos prometidos.
- Prejuízo aos Estudantes: Além do rombo financeiro, a investigação apura a entrega de produtos (como peixe e frango) fora das especificações contratuais, o que comprometeu diretamente a qualidade das refeições servidas nas escolas.
Com o bloqueio milionário de bens e a prisão em flagrante do ex-deputado, a Polícia Federal busca agora analisar o conteúdo dos dispositivos apreendidos — incluindo o celular arremessado — para identificar outros possíveis beneficiários do esquema e confirmar o caminho do dinheiro desviado.


