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David Almeida diz que Maria do Carmo deve R$ 27 milhões em impostos e que ela é “um saco cheio de nada em propostas”; veja vídeo

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David Almeida diz que Maria do Carmo deve R$ 27 milhões em impostos e que ela é “um saco cheio de nada em propostas”; veja vídeo

Manaus – O debate entre os candidatos ao governo do Amazonas, realizado na noite desta terça-feira (29/09), foi marcado por um intenso confronto direto entre David Almeida (Avante) e a Professora Maria do Carmo (PL). O clima esquentou quando o candidato do Avante trouxe à tona questões fiscais e judiciais da adversária, transformando o bloco em uma das discussões mais ríspidas do encontro.

O ex-prefeito de Manaus, agora na corrida estadual, assumiu a ofensiva ao acusar a Professora Maria do Carmo de dever R$ 27 milhões em tributos à prefeitura da capital. “Eu vou pedir para a sua equipe publicar o extrato do IPTU que a senhora está devendo à prefeitura. O extrato do ISS… e o extrato do ITCMD”, desafiou Almeida. Ele utilizou a suposta inadimplência para questionar a legitimidade da candidata em fazer exigências a outros políticos: “A senhora para poder cobrar dos outros, a senhora tem que fazer a sua parte”.

Além da questão fiscal, David Almeida criticou a postura da candidata do PL durante a campanha, acusando-a de focar em ataques pessoais em vez de propostas. Ele afirmou que Maria do Carmo já teria sido “condenada três vezes por sempre estar atacando as pessoas e as honras das pessoas”. Em uma das falas mais duras da noite, Almeida declarou que a adversária não tinha propostas sólidas para o Estado: “A senhora é um saco cheio de nada em relação às suas propostas”. O candidato concluiu sua participação dizendo que gostaria de estar discutindo “ideias, propostas e soluções”, em vez de debater ataques.

Em sua defesa, a Professora Maria do Carmo manteve a postura firme, direcionando-se diretamente ao adversário. “Olhando pra você, no seu olho, a gente precisa aprender a cobrar”, iniciou a candidata do PL. Ela não negou a existência de processos, mas tentou naturalizar a situação, inserindo-a no contexto da atividade empresarial.

“Todos os nossos processos que a gente tem, a gente responde. Quando a gente é acionado pelo poder judiciário – e aliás, nós acionamos muito mais –, não tem problema nenhum. Faz parte da vida de todo empresário”, argumentou Maria do Carmo, sugerindo que David Almeida também teria conhecimento dessa realidade.


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