Comitiva de Maria do Carmo e do PL reúne investigada por tráfico e condenado por corrupção no Amazonas

Amazonas – A presença de nomes com histórico criminal na comitiva da pré-candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo Seffair (PL), acendeu um alerta dentro do próprio partido após agenda no interior do estado. Entre os casos mais sensíveis estão o da empresária Emilly Beatriz Souza da Cruz, que responde a processo por tráfico de drogas, e do ex-vereador de Iranduba, Nedy Santana do Vale, condenado em primeira instância por corrupção, formação de quadrilha e outros crimes.
A situação ganhou repercussão após a passagem da comitiva por Itamarati, no último fim de semana. No município, Emilly Beatriz — que já foi candidata à prefeitura em 2024 — apareceu como uma das lideranças locais apresentadas pela própria pré-candidata. Apesar de ter obtido 26,93% dos votos na eleição, ela consta como inapta no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).
O histórico da empresária, no entanto, já havia causado desconforto dentro do partido. À época da eleição municipal, a cúpula do PL no estado chegou a cancelar a convenção que homologaria sua candidatura. O presidente regional da sigla, Alfredo Nascimento, justificou a decisão apontando “fatos desabonadores” que não estariam alinhados aos princípios do partido.
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Entre esses fatos, está um mandado de prisão preventiva expedido em 2023 pela Justiça do Amazonas, com base na Lei de Drogas (artigo 33). O processo aponta envolvimento com atividades relacionadas ao tráfico de entorpecentes. No mesmo caso, também figura como acusado Francisco de Paulo de Lima Castilho, conhecido como “Pacu”, marido de Emilly, que segue foragido.

Mesmo com esse histórico, a empresária participou ativamente da agenda política recente, aparecendo em fotos e vídeos ao lado de Maria do Carmo e de outras lideranças, como o deputado federal Capitão Alberto Neto, também do PL.
Outro nome que chama atenção é o do ex-vereador de Iranduba, Nedy Santana do Vale. Ele foi visto ao lado da pré-candidata durante evento no município e, segundo informações, atua como coordenador de campanha na região. Nedy foi condenado em primeira instância pela Justiça Federal a 15 anos e 6 meses de prisão por crimes como corrupção e formação de quadrilha. Apesar disso, também se apresenta como pré-candidato a deputado estadual pelo partido NOVO.
Veja:

A associação com figuras investigadas ou condenadas contrasta com o discurso público adotado por Maria do Carmo, que tem defendido bandeiras ligadas à moralidade e ao combate à corrupção. Em declarações recentes, a pré-candidata afirmou que pretende “varrer a corrupção do Amazonas”, posicionamento que agora passa a ser questionado diante das alianças políticas construídas no interior.
Nos bastidores, integrantes do próprio PL demonstram preocupação com o impacto político das imagens e alianças, especialmente em um momento de pré-campanha, quando a construção da imagem pública é considerada estratégica para viabilizar candidaturas competitivas ao governo estadual.
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