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Cláudio Castro renuncia ao cargo de governador do Rio de Janeiro às vésperas de julgamento no TSE

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Cláudio Castro renuncia ao cargo de governador do Rio de Janeiro às vésperas de julgamento no TSE

Brasil – Cláudio Castro (PL) renunciou nesta segunda-feira (23) ao comando do governo do Rio de Janeiro. A decisão integra uma estratégia para evitar eventual cassação e inelegibilidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que retoma nesta terça-feira (24/3) julgamento contra o agora ex-governador. Ao mesmo tempo, Castro tenta preservar sua influência na sucessão estadual.

Costurada após dias de consultas a aliados, a saída também abre caminho para a convocação de uma eleição indireta para o chamado mandato-tampão. Nesse processo, caberá aos deputados estaduais eleger um novo governador, que ficará no cargo até a posse do vencedor das eleições de outubro.

Até a escolha do novo chefe do Executivo fluminense, o governo estadual será exercido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto. Caberá a ele convocar, em até 48 horas, a eleição para o mandato-tampão.

Castro oficializou a renúncia em um encontro com aliados na sede do governo do Rio. Após a reunião, o político disse à imprensa que sai do cargo com a “cabeça erguida” e para disputar o Senado. Ele também mencionou atos de sua gestão e disse que deixa o posto com bons índices de aprovação e liderando as pesquisas para a corrida ao Senado.

“Hoje encerro o meu tempo à frente do governo do estado. Vou em busca de novos projetos. Saio para ser candidato ao Senado. Saio de cabeça erguida e de forma grata”, disse.

Pré-candidato ao Senado

Cláudio Castro havia sido anunciado como pré-candidato ao Senado pelo PL, mas foi surpreendido pelo avanço de um processo no TSE que, além da cassação, também pode torná-lo inelegível. Aliados afirmam que, mesmo em caso de condenação, ainda haveria a possibilidade de disputar o Senado sub judice, enquanto recorre da decisão.

Nos bastidores, interlocutores relatam incômodo de Castro com dirigentes do partido, que, segundo sua avaliação, não teriam atuado junto a ministros do TSE em sua defesa. Ele chegou, inclusive, a cogitar permanecer no cargo para dificultar a composição da chapa no estado.

Nos últimos dias, porém, prevaleceu a avaliação de que a renúncia antes da conclusão do julgamento poderia produzir melhores efeitos políticos, evitando o possível “constrangimento” de deixar o cargo por decisão judicial. O entorno de Castro também acredita que a saída antecipada pode esvaziar a motivação do caso e, eventualmente, afastar o risco de inelegibilidade.


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