Brasília Amapá Roraima Pará |
Manaus
Web Stories STORIES CM7 Shorts
Brasília Amapá Roraima Pará

Cileide Moussallem vence a falsa direita do AM e Justiça Eleitoral arquiva ação por falta de provas

Compartilhe
Cileide Moussallem vence a falsa direita do AM e Justiça Eleitoral arquiva ação por falta de provas

Manaus – A Justiça Eleitoral do Amazonas julgou improcedente a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) movida pela coligação “Ordem e Progresso” e pelo então candidato Alberto Neto (PL) contra a jornalista e empresária Cileide Moussallem, proprietária do portal CM7 Nacional, o prefeito de Manaus, David Almeida, e o vice-prefeito Renato Junior.

A sentença, proferida pela 62ª Zona Eleitoral, encerra o processo com resolução de mérito e afasta integralmente as acusações de abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação.

O Ministério Público Eleitoral já havia sido categórico ao apontar ausência de provas robustas — entendimento que foi acolhido pela magistrada responsável pelo caso.

 A tese não se sustentou

Protocolada durante o pleito de 2024, a ação sustentava que o Portal CM7 teria atuado como instrumento de favorecimento eleitoral.

Mas, ao analisar o conjunto probatório, a Justiça foi direta:
• Não houve comprovação de conluio;
• Não houve prova de parceria financeira;
• Não houve demonstração de gravidade capaz de influenciar o resultado da eleição;
• As alegações ficaram no campo das conjecturas.

A decisão reforça que cobertura jornalística, ainda que favorável, não é crime eleitoral quando não há prova de abuso estruturado.

Liberdade de imprensa reafirmada

Um dos trechos mais contundentes da sentença destaca que a liberdade de imprensa é pilar do Estado Democrático de Direito e que a intervenção da Justiça Eleitoral só se justifica diante de prova concreta de desvirtuamento grave.

A magistrada também reconheceu a pluralidade de meios de comunicação em Manaus, afastando qualquer tese de monopólio informativo ou desequilíbrio estrutural no pleito.

Veja decisão:

Vitória jurídica e sinal político

A defesa do prefeito foi conduzida pelos advogados Marco Aurélio Choy, Daniel Fábio Jacob Nogueira, Ney Bastos Soares Junior e Gabriela de Oliveira Muniz.

A defesa de Cileide Moussallem foi feita pelos advogados Ana Paula da Silva Bezerra, Marcus Andre Gonzales de Araujo e Alberto Moussallem filho , que sustentaram a legalidade da atividade jornalística e a ausência de nexo causal com qualquer vantagem eleitoral.

O resultado consolida não apenas a manutenção dos mandatos, mas também enfraquece uma das principais frentes jurídicas utilizadas na disputa pós-eleitoral.

O que muda no cenário político?

Com o julgamento de improcedência, o grupo político liderado por David Almeida elimina um dos principais obstáculos judiciais herdados da eleição municipal.

Para analistas políticos, a decisão representa:
• Segurança jurídica para movimentações futuras;
• Encerramento de uma narrativa de desequilíbrio eleitoral;
• Reforço institucional à liberdade editorial dos veículos locais.

A sentença já foi disponibilizada às partes, encerrando oficialmente a controvérsia no âmbito da 62ª Zona Eleitoral.


Siga-nos no Google News Portal CM7

Banner Rodrigo Colchões

Banner 1 - Portal CM7


Carregar mais