Camarote e pipoca: saiba quem são os PMs mais ricos e mais pobres na disputa eleitoral no Amazonas

Amazonas — A eleição de 2026 coloca nas urnas diversos candidatos ligados à Polícia Militar do Amazonas que decidiram entrar na disputa por vagas na Assembleia Legislativa do Amazonas e na Câmara dos Deputados.
Fora dos discursos de campanha e dos palanques, porém, existe outra informação que também pode ajudar o eleitor a conhecer melhor quem está pedindo seu voto: a declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral.
E, nesse quesito, as diferenças chamam atenção.
Entre os nomes analisados, os valores declarados vão de R$ 2.206.000 até R$ 0,54. É uma distância patrimonial tão grande que, olhando apenas para os números, parece até que alguns candidatos estão disputando eleições em universos financeiros diferentes.
No topo da lista está o vereador Sargento Salazar, com R$ 2.206.000 em bens declarados.

Na segunda posição aparece o deputado estadual Cabo Maciel, que declarou R$ 1.948.505 em patrimônio.

Em terceiro lugar está o deputado estadual Comandante Dan, com R$ 1.810.346 declarados à Justiça Eleitoral.

Na quarta posição aparece o vereador Coronel Rosses, com R$ 1.106.430 em bens.

Logo depois está o vereador Capitão Carpê, que declarou aproximadamente R$ 1,09 milhão em patrimônio.

O coronel Bonates aparece na sequência, com R$ 975.783,57 declarados.

Já o coronel Vinícius Almeida, ex-secretário de Segurança Pública do Amazonas durante a gestão de Wilson Lima, declarou R$ 544.915,08 em bens.

O coronel Amadeu Soares, também ex-secretário de Segurança Pública do Amazonas, declarou R$ 358 mil em patrimônio.

Na parte de baixo do ranking aparece o policial militar aposentado e empresário Kidson Maia, candidato a deputado estadual, com R$ 25 mil declarados.

E, na última posição, está o Sargento Loiola, conhecido nas redes sociais por sua atuação relacionada ao combate à criminalidade e ao tráfico de drogas, que declarou apenas R$ 0,54 em patrimônio.

A declaração de bens é uma ferramenta de transparência
A declaração patrimonial não deve ser usada, isoladamente, como julgamento sobre o caráter ou a capacidade de um candidato.
Ter patrimônio elevado não significa que alguém seja melhor ou pior para ocupar um cargo público. Da mesma forma, declarar pouco patrimônio não transforma automaticamente o candidato em uma pessoa mais simples, mais preparada ou mais comprometida com a população.
O que os números oferecem é uma fotografia patrimonial declarada no momento do registro da candidatura.
Em vez de acompanhar apenas vídeos de campanha, discursos, santinhos e publicações nas redes sociais, o eleitor pode consultar diretamente as informações oficiais de cada candidato.
Patrimônio não é voto
O tamanho do patrimônio não determina a qualidade de um político. Um candidato milionário pode não representar os interesses do eleitor, assim como alguém com poucos bens pode ter uma atuação política relevante.
Por isso, a declaração patrimonial deve ser analisada junto com outros dados: trajetória profissional, histórico político, propostas, atuação em cargos públicos, votações anteriores e prestação de contas.
No caso dos candidatos ligados à Polícia Militar, há ainda um elemento interessante: muitos deles construíram sua imagem pública justamente em torno do discurso de segurança, combate à criminalidade e defesa da população.
Agora, além de ouvir essas propostas, o eleitor também pode conhecer melhor o patrimônio declarado por cada um.
Afinal, quem pretende administrar dinheiro público, votar projetos, fiscalizar o Executivo ou representar o Amazonas em Brasília precisa estar preparado para responder também às perguntas dos cidadãos.


