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Bancada do PT vai até Alcolumbre para tentar anular quebra de sigilo de Lulinha na CPMI do INSS

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Bancada do PT vai até Alcolumbre para tentar anular quebra de sigilo de Lulinha na CPMI do INSS

Brasil – A temperatura política subiu no Congresso Nacional nesta quinta-feira (26). Parlamentares da base governista correram à Residência Oficial do Senado para uma reunião de emergência com o presidente do Legislativo, Davi Alcolumbre (União-AL). O objetivo é claro: reverter a aprovação da quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, autorizada horas antes pela CPMI do INSS.

A ofensiva jurídica e política tenta invalidar uma sessão marcada por confusão e trocas de acusações. O grupo governista alega que houve um erro crasso — ou até uma “manobra regimental” — na contagem de votos conduzida pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG).

O imbróglio começou durante a manhã, quando os requerimentos de quebra de sigilo, apresentados pelo relator Alfredo Gaspar (União-AL), foram postos em votação simbólica.

A versão do Governo: Os parlamentares afirmam que 14 membros votaram contra a quebra de sigilo. “Há um contraste visual claro entre os que estavam de pé e os que permaneciam sentados”, pontuou o deputado Paulo Pimenta (PT-RS).

A decisão de Viana: O presidente da CPMI ignorou os protestos e contabilizou apenas sete votos contrários, alegando que desconsiderou os votos de suplentes para validar o resultado.

Carlos Viana mantém a posição de que o governo “perdeu no voto” e nega qualquer irregularidade no processo.

Na reunião com Alcolumbre, nomes como Paulo Pimenta, Alencar Santana (PT-SP) e Soraya Thronicke (Podemos-MS) buscaram sensibilizar o presidente do Congresso sobre a “gravidade” do episódio.

“Ele [Alcolumbre] viu as imagens, mas não pré-julgou. Vai analisar junto à Advocacia do Senado assim que protocolarmos o recurso formal”, afirmou a senadora Soraya Thronicke.

O governo aposta todas as fichas em um recurso que será assinado pelos 14 parlamentares presentes na sessão, alegando que o rito democrático foi atropelado.

Por que Lulinha virou alvo?

O filho do presidente Lula entrou no radar da CPMI após investigados por desvios no INSS citarem seu nome. A suspeita levantada por investigadores e pelo colunista Tácio Lorran é de que Lulinha seria um “sócio oculto” do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.

O foco da investigação está em negócios na área da saúde com o governo federal, incluindo um plano para o fornecimento de cannabis em larga escala ao Ministério da Saúde.

A anulação da quebra de sigilo depende agora de um parecer técnico da Advocacia do Senado e do veredito político de Davi Alcolumbre. Enquanto o Planalto vê a decisão da CPMI como um “golpe”, a oposição celebra o que considera um avanço nas investigações de corrupção.


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