Vulgo ‘Mexicano’, executado a tiros, ajudou a ‘dar lição’ em homem que invadiu residência na Compensa; veja vídeo
Manaus – Carlos Guilherme Caldas, conhecido na região pelo vulgo “Mexicano”, foi executado a tiros na noite desta terça-feira (20), no bairro Compensa, zona oeste de Manaus. O crime ocorreu na Rua 8, no conjunto Vila Marinho, e chocou moradores da comunidade, especialmente após circular um vídeo recente em que a vítima participava de uma espécie de “tribunal do crime” local.
De acordo com informações apuradas no local, Carlos Guilherme, de 25 anos, havia acabado de sair de uma taberna e se preparava para deixar o estabelecimento em sua motocicleta quando foi interceptado por homens armados. Sem tempo para reagir ou fugir, ele foi perseguido e atingido por diversos disparos. Ferido gravemente, perdeu o controle da moto e caiu em um igarapé próximo ao local do ataque.
Moradores relataram momentos de pânico e correria na área, enquanto os autores do homicídio fugiram rapidamente, sem serem identificados imediatamente. O Corpo de Bombeiros foi acionado para resgatar o corpo da vítima do igarapé, e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou o óbito no local. A Polícia Militar isolou a cena para os trabalhos periciais, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
A Polícia Civil assumiu a investigação do caso e busca identificar os responsáveis e a motivação do crime. Entre as linhas de apuração, ganha força a hipótese de que o homicídio esteja relacionado a disputas ou acertos de contas no âmbito do crime organizado na região.
Participação em “tribunal do crime”
O que chamou atenção nas redes sociais e entre moradores foi a recente participação de Carlos Guilherme em um vídeo que circula na internet, mostrando um episódio de punição coletiva em uma comunidade. No material, ele aparece ajudando a segurar um homem acusado de invadir uma residência na Compensa — supostamente a casa de uma senhora onde crianças estavam almoçando.
No áudio do vídeo, um dos homens que coordenam a cena diz:
“Aqui, olha… esse ‘dispencou’ de boa, entendeu? Correu… Invadiu ali a casa das crianças, duma senhora ali… Onde o pessoal tava almoçando, entendeu? Agora vai passar por outro procedimento de novo, ó. Porque ele invadiu a casa ali do pessoal, da criança, do morador… Tá entendendo? O pessoal desesperado lá ficaram.”
Enquanto outros falam, “Mexicano” é visto ajudando a imobilizar o acusado, que é obrigado a estender o braço para receber punição física (pauladas), com ordens repetidas de “estique o braço” e “não recolha”, acompanhadas de sons de agressão e gemidos de dor.
A participação de Carlos Guilherme nessa ação de “justiça paralela” pode ter motivado a vingança que culminou em sua execução, segundo fontes ouvidas extraoficialmente na comunidade. No entanto, a Polícia Civil ainda não confirmou oficialmente essa ligação.


