Tráfico ou ‘Serial Killer’? Corpos desovados em sacos de lixo deixam população em alerta; veja vídeo
A brutalidade e o aparente “modus operandi” no descarte dos cadáveres rapidamente ganharam repercussão. Perfis nas redes sociais, como a página @CrimesReais, começaram a compilar as ocorrências, levando internautas a debaterem e especularem que um possível “serial killer” (assassino em série) estaria agindo na cidade.
O rastro de violência
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5 de setembro: Um homem é encontrado totalmente ensacado e amarrado com cordas no Jabaquara, Zona Sul.
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10 de setembro: Dois corpos são localizados na Zona Leste. Uma mulher estava dentro de um saco plástico e enrolada em um cobertor, com marcas de tiros. No mesmo dia, um homem foi achado amarrado, enrolado em um cobertor e com a cabeça envolta em sacos plásticos.
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19 de setembro: Um corpo esquartejado é descoberto em um barranco de difícil acesso no Jaçanã, na Zona Norte.
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27 de setembro: Uma cabeça humana é encontrada no Jardim São Luís, na Zona Sul.
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2 de outubro: Um homem é achado morto dentro de um saco plástico próximo ao Centro de Treinamento do Corinthians, na Zona Leste, junto a um estojo de munição.
Investigação descarta “Assassino em Série”
Apesar do alerta da população e das semelhanças na forma como as vítimas foram encontradas, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e a Polícia Civil rechaçam a tese de um serial killer. O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) assumiu os casos e os investiga de maneira individualizada.
Até o momento, oito das nove vítimas já foram identificadas, sendo sete homens e uma mulher. Como parte dessas pessoas possuía antecedentes criminais, a polícia trabalha com a forte hipótese de que se tratem de execuções. Entre as principais linhas de investigação estão acertos de contas, vinganças, justiçamentos e o possível envolvimento com facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC).
O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, foi categórico ao afastar os boatos da internet. “Está sendo investigado, mas não parece ser a mesma autoria. Cada caso é uma história. São mortes diferentes em locais diferentes”, afirmou.
Segundo a Secretaria, o ponto em comum nas ocorrências, o uso de sacos plásticos ou tecidos, não indica uma “assinatura” criminal, mas sim um método utilizado para facilitar a movimentação e a ocultação dos corpos. Os métodos efetivamente usados para assassinar as vítimas apresentam dinâmicas muito distintas.
🚨 Internautas apontam que um possível serial killer pode estar à solta, agindo em São Paulo.
Desde setembro, cerca de seis corpos foram encontrados enrolados em sacos plásticos na cidade. Em todos os casos, as vítimas foram assassinadas de maneira semelhante, seguindo o mesmo modus operandi.
— Crimes Reais (@CrimesReais) October 6, 2026




