Mulher que jogou bebê recém-nascido pela janela no Mauazinho é solta após alegação de ‘distúrbios psicóticos’
Manaus – A jovem Rebeca de Paula Ferreira, de 18 anos, que chocou a população de Manaus ao jogar o próprio filho recém-nascido de uma janela de sua casa, no bairro Mauazinho, zona Leste da capital, recebeu liberdade provisória da Justiça nesta quarta-feira (9). O caso, que está sendo tratado como tentativa de infanticídio, segue sob investigação da Polícia Civil do Amazonas.
Segundo relatos, Rebeca teria dado à luz sozinha no banheiro da residência, cortado o cordão umbilical e, em seguida, arremessado a criança pela janela dos fundos, de uma altura estimada entre cinco e seis metros. O bebê caiu em um barranco nos fundos do imóvel, sendo encontrado por moradores que ouviram o choro vindo do matagal. Imagens de câmeras de segurança registraram a comoção dos vizinhos tentando prestar socorro à criança até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
A mãe foi presa em flagrante ainda no local e, segundo os policiais que atenderam a ocorrência, apresentava sinais de distúrbios psicóticos no momento do ato. Rebeca foi encaminhada a uma unidade de saúde para avaliação psiquiátrica e, em audiência de custódia, obteve liberdade provisória mediante o cumprimento de medidas cautelares, entre elas a proibição de deixar a cidade sem autorização judicial e a obrigatoriedade de acompanhamento psicológico.
O bebê, que sobreviveu à queda, foi levado às pressas para a Maternidade Ana Braga, onde permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. De acordo com a equipe médica, o estado de saúde da criança é estável. “Consideramos um verdadeiro milagre. Apesar da gravidade da situação, ele está reagindo bem e evoluindo positivamente”, informou uma fonte do hospital.
Moradores do bairro ainda estão abalados com a cena. “Ela pariu sozinha, cortou o cordão, jogou o menino e ainda saiu de cabelo molhado, como se nada tivesse acontecido. Foi muito assustador”, disse um vizinho, em áudio divulgado nas redes sociais.
O caso acende um alerta sobre a saúde mental de mulheres em situação de vulnerabilidade e levanta questões sobre o acesso a serviços básicos de pré-natal, acolhimento psicológico e apoio familiar. As investigações continuam e o Ministério Público acompanha o caso de perto para garantir a responsabilização da jovem, mas também sua possível reabilitação, caso os distúrbios sejam confirmados por laudo médico.
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