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Descaso na saúde pública: Vídeo mostra abandono na Maternidade Dona Lindu; mãe recém-operada e bebê enfrentam calor e estrutura precária; veja

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Descaso na saúde pública: Vídeo mostra abandono na Maternidade Dona Lindu; mãe recém-operada e bebê enfrentam calor e estrutura precária; veja

Manaus – Uma denúncia sobre as condições de atendimento na Maternidade Dona Lindu, em Manaus, expõe o que seria mais um retrato da precariedade enfrentada por pacientes da rede pública de saúde do Amazonas.

Um vídeo gravado dentro da unidade mostra uma mãe que havia acabado de passar por uma cesariana com o filho recém-nascido no colo, em um leito sem ar-condicionado. Diante do forte calor, a acompanhante precisou improvisar e usar as próprias mãos para abanar a mulher e o bebê.

Segundo uma enfermeira da unidade, que preferiu não se identificar, o setor onde as mulheres permanecem após o parto estaria sem climatização há mais de seis meses. O problema, conforme o relato, também atingiria as enfermarias, obrigando algumas famílias a levar ventiladores de casa para tentar amenizar o calor.

A situação denunciada, porém, não se limitaria à falta de ar-condicionado. A profissional também relata problemas estruturais na maternidade, incluindo banheiros inadequados, dificuldades de manutenção em áreas destinadas aos recém-nascidos e portas deterioradas na UTI neonatal.

Mães e recém-nascidos enfrentariam condições precárias

A denúncia levanta questionamentos sobre as condições oferecidas justamente a mulheres que acabaram de passar por procedimentos cirúrgicos e a recém-nascidos que necessitam de cuidados especiais.

De acordo com a enfermeira, a estrutura da unidade estaria longe de oferecer condições adequadas para pacientes, acompanhantes e bebês. O relato aponta ainda que problemas de manutenção permaneceriam sem solução por longos períodos.

A alimentação oferecida às mulheres durante o período de recuperação após o parto também foi alvo de críticas. Segundo a profissional, as refeições teriam pouca variedade e baixa oferta de proteínas.O cenário descrito reacende o debate sobre a qualidade da estrutura da saúde pública no Amazonas e sobre a manutenção das unidades responsáveis pelo atendimento de mães e recém-nascidos.

Até o momento a Secretaria de Saúde do Amazonas (SES-AM) não se pronunciou sobre o caso, o espaço do Portal e TV CM7 Brasil está aberto para eventuais esclarecimentos.


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