Histórico criminal e uso de quetamina: quem é o lutador preso por espancar vizinhas
Brasil – O lutador de jiu-jítsu Lucas Portela Fontana Gomes, de 32 anos, preso após agredir duas vizinhas em um condomínio na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, já possuía um registro criminal e declarou à Polícia Civil que fazia uso de anabolizantes. O homem também afirmou não se recordar dos episódios de violência ocorridos na madrugada de quinta-feira (5).
De acordo com as investigações, Lucas costumava publicar nas redes sociais vídeos e registros de seus treinamentos de artes marciais. Ele tinha uma anotação criminal anterior por deixar o local de um acidente de trânsito.
O caso está sob investigação da 18ª Delegacia de Polícia (Tijuca). Os investigadores procuram esclarecer o que motivou os ataques e também apuram se houve consumo de outras substâncias antes das agressões.
Suspeito mencionou uso de anabolizantes durante depoimento
Em depoimento, Lucas declarou que não conseguia se lembrar do que havia acontecido no condomínio. Ao ser questionado sobre possíveis motivos para o comportamento violento, mencionou que utilizava substâncias anabolizantes.
O delegado Álvaro Gomes afirmou que a declaração foi registrada durante o interrogatório. Entretanto, ainda não há confirmação de que o uso dessas substâncias tenha relação direta com as agressões.
A polícia também investiga as circunstâncias que antecederam os ataques. A mãe do suspeito compareceu à delegacia na sexta-feira (6) e informou que o filho morava sozinho, mas disse desconhecer o que poderia ter provocado o episódio.
Duas moradoras foram vítimas de agressões
Segundo os relatos reunidos pela polícia, a sequência de violência começou após reclamações envolvendo barulho no apartamento do lutador.
Por volta de 1h da madrugada, Lucas teria invadido um apartamento no terceiro andar e atacado uma moradora de 81 anos. Familiares conseguiram deixar o imóvel e procurar ajuda na portaria do condomínio.
Uma vizinha de 40 anos ouviu os gritos e decidiu verificar o que estava acontecendo, especialmente depois de saber que a idosa ainda estava dentro do apartamento.
Ao encontrar o suspeito nas proximidades do elevador, ela também passou a ser agredida. Imagens das câmeras de segurança registraram a violência, incluindo socos, chutes e cotoveladas.
Conforme a investigação, a mulher recebeu pelo menos 30 socos e foi imobilizada com um golpe conhecido como mata-leão. O agressor também teria batido a cabeça da vítima contra a parede e o piso do elevador.
Após conseguir escapar, a moradora deixou o prédio e procurou abrigo em um posto de gasolina próximo.
Lutador foi baleado durante ação policial
Policiais militares do 6º BPM, na Tijuca, e agentes da Guarda Municipal foram acionados para atender à ocorrência.
Segundo o registro policial, durante a abordagem, Lucas teria resistido à ação dos agentes e tentado alcançar a arma de um policial. Na sequência, foi atingido por disparos nas pernas.
Mesmo ferido, ele teria continuado resistindo e tentado subir as escadas do edifício. A contenção aconteceu após o uso de uma arma de choque.
As duas mulheres foram encaminhadas ao Hospital Municipal Souza Aguiar. A vítima de 40 anos recebeu alta médica. Já a idosa de 81 anos permanecia internada, em estado estável, conforme as informações divulgadas na reportagem original.
