Exclusivo: representantes da Doctors revelam imagens das câmeras da clínica e alegam que ex-cliente “agiu de má-fé”; veja vídeo
Brasil — Nesta semana, a polêmica envolvendo a clínica Doctors ganhou um novo capítulo na cidade de Manaus. Em entrevista exclusiva ao CM7 Brasil, os representantes da clínica estética e odontológica Doctors revelaram imagens das câmeras de segurança para contestar as acusações de um suposto golpe financeiro. Na verdade, a denúncia inclui também a suposta administração inadequada de sedativos, que, segundo o relato da ex-cliente, teria provocado uma situação de vulnerabilidade durante o atendimento. Além disso, o cirurgião Paulo Henrique apresentou áudios e transcrições de conversas que teriam sido recuperadas do iCloud.
Segundo ele, esse material ajudaria a contestar todas as alegações feitas pela mulher. Durante a entrevista, o proprietário do estabelecimento e um profissional da clínica questionaram a conduta da ex-cliente. Sendo assim, Paulo Henrique afirmou publicamente que ela teria agido de má-fé em relação ao caso.
O monitoramento interno e a presença de funcionárias
Vale lembrar que a denúncia original ganhou forte repercussão no final de outubro. A ex-cliente, de 46 anos, acusou a clínica de não cumprir os procedimentos estéticos contratados por R$ 10 mil. Da mesma forma, ela relatou receio de sofrer abusos após receber uma suposta superdosagem de sedativos e ficar vulnerável no ambiente. Apesar disso, Paulo Henrique contestou totalmente essa versão. De acordo com o cirurgião-dentista especializado, o circuito de monitoramento registrou as diferentes etapas do atendimento, desde a recepção até os consultórios.
Ainda segundo o proprietário da clínica, as imagens mostram a presença de profissionais mulheres acompanhando a paciente durante todo o atendimento. O representante também apresentou os registros que, segundo ele, contestariam as alegações da ex-cliente sobre possíveis situações de abuso ou vulnerabilidade indevida. Ou seja, a direção afirma que reuniu o material audiovisual para apresentar a sua versão dos acontecimentos e utilizá-lo formalmente na contestação das acusações.
Suspensão da cirurgia, sedação e a saída da paciente
Por outro lado, o cirurgião odontológico Dr. Akila Weslly também se manifestou sobre o caso. Segundo ele, a suspensão do procedimento nasal ocorreu estritamente por razões técnicas e de segurança clínica. O profissional afirmou que a equipe identificou um histórico de intervenções cirúrgicas anteriores no nariz da mulher. Diante disso, os especialistas teriam solicitado novos exames antes de realizar qualquer intervenção na região.
Além do mais, Paulo Henrique negou a acusação de superdosagem de clonazepam. O cirurgião afirmou que a equipe utilizou apenas a prometazina, classificando o efeito sedativo como leve a moderado. Como prova disso, nas imagens apresentadas pela clínica, a mulher aparece em pé e conversando normalmente com as funcionárias. Igualmente, os representantes negam que tenham deixado a paciente sem assistência. Segundo o material disponibilizado pela Doctors, a recepcionista telefonou para o filho da mulher, enquanto uma funcionária a acompanhou até o veículo no estacionamento do prédio.
O pacote de R$ 10 mil e as futuras medidas na Justiça
Em relação ao dinheiro, a clínica contestou a versão de que teria recebido o valor sem entregar os serviços prometidos. Paulo Henrique esclareceu que os R$ 10 mil correspondiam a um pacote com diferentes procedimentos estéticos. Segundo ele, aproximadamente R$ 6 mil em serviços já teriam sido executados na cliente. Com isso, os representantes alegam que os R$ 4 mil restantes estavam destinados à blefaroplastia e ao procedimento nasal, que acabou suspenso. Logo, o especialista também negou as alegações envolvendo cobranças na casa dos R$ 40 mil ou R$ 50 mil.
Diante da repercussão do caso, a direção da clínica anunciou que pretende adotar medidas judiciais. Durante a entrevista ao CM7 Brasil, Paulo Henrique fez críticas à ex-cliente e declarou: “Essa moça é uma pessoa de má-fé”. Por fim, o estabelecimento informou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra a mulher na delegacia de polícia. A clínica também afirmou que colocará as imagens e o contrato à disposição da Justiça para eventuais investigações. Vale ressaltar que o CM7 Brasil mantém o seu espaço aberto para que a ex-cliente ou o seu representante legal apresente a sua versão sobre as declarações feitas pelos representantes da clínica.
