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Grupo de Intervenção Penitenciária demorou para conter massacre em presídios de Manaus, aponta relatório de comissão

Grupo de Intervenção Penitenciária demorou para conter massacre em presídios de Manaus, aponta relatório de comissão

Manaus – No início da semana – quando 55 detentos foram mortos em quatro unidades prisionais do Estado do Amazonas – policiais do Grupo de Intervenção Penitenciária (GIP) demoraram a chegar em três dos quatro presídios para evitar as mortes, segundo relatório da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados do estado.

O grupo de parlamentares fez, nesta sexta-feira, uma inspeção a diferentes unidades prisionais da capital – incluindo o Compaj, palco de mortes durante o último fim de semana. A proposta é finalizar o relatório de análise do sistema carcerário e encaminhar ao ministro Sérgio Moro.

O presidente da frente parlamentar Mista de Desenvolvimento Estratégico do Sistema Penitenciário Combate ao Narcotráfico e ao Crime Organizado no Brasil, deputado Alberto Neto (PRB-AM), afirmou que houve demora na atuação do GIP.

“O grupo de intervenção, o GIP, demorou muito a chegar nos outros presídios. No primeiro presídio que eles estavam locado o grupo chegou rapidamente e fez a intervenção. Nos outros presídios a demora foi maior e obviamente aconteceram mais mortes”, disse o deputado federal, Capitão Alberto Neto.

Ele apontou que os policiais estavam locados apenas no Compaj. “Para chegar nos outros presídios levou um tempo, mas, quando eles chegaram, rapidamente o fizeram”, analisou.

Além da demora da chegada do GIP, o levantamento apontou que não havia nenhum agente prisional do estado na unidade. Bem como foi observado um número insuficiente de agentes de ressocialização da Umanizzare para a demanda de presos no domingo (26), quando 15 detentos foram mortos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).

“O problema que nós enxergamos é que o efetivo é muito pequeno para a quantidade de presos. Há um problema conceitual de que o preso precisa ser mais controlado, e não é só aqui no Amazonas, é no Brasil como um todo”, disse Alberto Neto.

O relatório da visita deve ficar pronto na segunda-feira (3) e ser encaminhado no mesmo dia ao Ministério da Justiça. A ideia é cobrar a destinação de recursos para reformas, compra de equipamentos e construção de novas unidades.

A reportagem entrou em contato com as assessorias da secretaria de Administração Penitenciária (Seap), Segurança Pública (SSP-AM) e comunicação Social (Secom), e aguarda retorno. A empresa Umanizzare também ainda não se manifestou.

 


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