Covardia sem limites: cozinheira é morta a facadas por causa de dívida de R$ 1500; veja vídeo
Brasil – Uma dívida de apenas R$ 1,5 mil terminou em uma tragédia brutal no Sertão de Alagoas. A cozinheira é morta a facadas por causa de dívida após ser atacada com mais de 20 golpes na noite de sexta-feira (30/10). O crime bárbaro ocorreu em frente ao bar onde Joseane Santos de Araújo, de 42 anos, trabalhava havia apenas quatro dias na cidade de Santana do Ipanema. As câmeras de segurança registraram a ação violenta e causaram enorme revolta na população local.
Ataque brutal acontece na frente do local de trabalho
Inicialmente, as autoridades identificaram o homem apontado como autor do assassinato como Enatan Duarte Silva, de 26 anos. Em seguida, as equipes do 7º Batalhão da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Diretoria de Inteligência (DINT) localizaram e prenderam o criminoso na manhã de sábado (31). Posteriormente, a Justiça de Alagoas converteu a prisão em flagrante em preventiva durante a audiência de custódia. Consequentemente, o suspeito deverá permanecer preso enquanto as investigações e os trâmites judiciais avançam.
De acordo com as informações reunidas pela investigação, Joseane estava no estabelecimento quando Enatan a chamou para conversar do lado de fora. Rapidamente, o encontro transformou-se em uma discussão acalorada. Nas imagens de segurança, a cozinheira aparece tentando desvencilhar-se da situação e pedindo ajuda às pessoas que passavam nas proximidades. Entretanto, o suspeito segura os braços da mulher e inicia o ataque com uma faca. Ainda assim, mesmo depois de Joseane cair ao chão sem condições de reagir, o agressor continuou a violência com chutes e pisões diretos na região da cabeça.
Dívida financeira de R$ 1,5 mil motivou o crime
Além disso, o laudo da Polícia Científica apontou mais de 20 ferimentos provocados por arma branca no corpo da vítima, incluindo lesões compatíveis com tentativas de defesa. Nesse ínterim, uma das versões apresentadas à polícia aponta que o desentendimento começou por causa de um empréstimo de dinheiro. Segundo o pai do suspeito, Joseane pediu R$ 1,5 mil emprestados a Enatan para comprar móveis e eletrodomésticos, como fogão, botijão e sofá. Dessa forma, a falta de devolução do valor provocou cobranças intensas. Inclusive, o próprio suspeito mencionou a dívida ao ser preso e usou o suposto prejuízo financeiro como argumento para explicar sua atitude, chamando a vítima de “golpista”.
Polícia investiga possível feminicídio por rejeição amorosa
Por outro lado, a Polícia Civil trabalha com uma segunda linha de investigação focada na possibilidade de feminicídio. Neste contexto, os investigadores apuram rigorosamente se Joseane rejeitou investidas amorosas de Enatan, que supostamente desejava manter um relacionamento com ela. Porém, a família do suspeito contesta veementemente a existência de uma relação afetiva entre os dois. Por isso, o delegado responsável pelo caso pretende ouvir o atual namorado da vítima e outras testemunhas para esclarecer a verdadeira natureza do vínculo. De fato, as autoridades apontam fortes indícios de que a rejeição contribuiu diretamente para a violência letal.
Fuga para área rural e desabafo da filha nas redes sociais
Logo após o assassinato, Enatan fugiu em direção à região da Serra do Camonga, na zona rural do município alagoano. Contudo, o próprio pai do investigado ajudou a polícia ao informar que o filho estava escondido no Sítio Camonga, uma propriedade da família. Assim sendo, as equipes policiais chegaram ao local e efetuaram a prisão sem nenhuma resistência. Ademais, o pai relatou que o jovem faz uso de medicamentos controlados e recebe acompanhamento no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Por causa disso, o juiz determinou a realização de uma avaliação de saúde na prisão, sem isentá-o da responsabilidade criminal.
Enquanto isso, a morte da cozinheira provocou forte comoção entre os familiares e moradores de Santana do Ipanema. Nas redes sociais, Natália Santos, filha de Joseane, publicou um doloroso desabafo sobre a enorme perda. “Nem a morte dele consegue apagar o que vi e o que tenho aqui dentro de mim. Não tenho mais lágrima para chorar. Justiça alguma vai trazer minha mãe de volta”, declarou a jovem. Por fim, a Prefeitura emitiu nota de repúdio contra a brutalidade e o corpo de Joseane seguiu para sepultamento. Em suma, o assassinato reforça a gravidade da violência contra as mulheres, que nenhuma cobrança ou dívida financeira pode justificar.





