Ex-policial morto no Tarumã havia sido condenado a 64 anos de prisão por chacina no Santa Etelvina; veja vídeo
Manaus – Uma execução violenta chocou a zona Oeste de Manaus na manhã desta sexta-feira (27). O ex-policial militar Francisco Marques dos Reis, conhecido pelo apelido de “Max Bombado”, foi assassinado a tiros de fuzil dentro de uma propriedade na Rua da Floresta, no Tarumã. Além dele, um outro homem, identificado apenas como Cézar, também foi morto no local.
O crime ocorreu exatamente no aniversário de 11 anos da chacina pela qual Francisco havia sido condenado. A cena do crime foi isolada pela perícia criminal, e os corpos foram removidos pelo Instituto Médico Legal (IML).
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O Histórico de “Max Bombado”
Francisco Marques dos Reis possuía um histórico extenso com a Justiça do Amazonas. Ele foi o principal alvo de uma ação penal que investigou a chacina na Comunidade Novo Milênio, no bairro Santa Etelvina, ocorrida em 27 de fevereiro de 2015.
- A Chacina: Quatro pessoas — Ivan Teixeira Pessoa, Edney Souza dos Santos, Keitiane Nunes Galdino e Denilson Lobo Rodrigues — foram executadas devido a uma disputa de terras entre os bairros Santa Etelvina e Lagoa Azul.
- O “Serviço”: Segundo a denúncia do Ministério Público, Francisco foi contratado por R$ 10 mil para matar Ivan Teixeira. As outras três vítimas foram assassinadas por estarem no local e, supostamente, manusearem armas de fogo.
- Idas e Vindas Judiciais: Em maio de 2018, Francisco chegou a ser absolvido pelo júri popular. No entanto, o Ministério Público recorreu da decisão. O Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam) anulou a absolvição e determinou um novo julgamento.
- A Sentença Final: No novo júri, “Max Bombado” foi condenado a 64 anos e oito meses de prisão em regime fechado. Como ele já cumpria pena por outro processo, a justiça havia determinado o início imediato do cumprimento da nova sentença.
Linhas de Investigação: Conexão com Tráfico e milícias
A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) já iniciou os trabalhos para identificar os autores da execução no Tarumã. De acordo com a Polícia Civil, nenhuma hipótese está descartada, mas duas linhas principais ganham força:
- Vingança ou Acerto de Contas: Relacionado ao passado criminal de Francisco e sua atuação em disputas de terras.
- Relação com Prisões Recentes: A investigação apura se o duplo homicídio desta sexta-feira tem ligação com uma operação policial recente na mesma região do Tarumã, que resultou na prisão de quatro policiais militares e na apreensão de quase uma tonelada de drogas.
As autoridades buscam agora imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas que possam ajudar a identificar o veículo utilizado pelos atiradores.
Conexão com esquema de drogas e prisões na PM
A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) apura se a morte de “Max Bombado” tem ligação com as operações policiais de ontem (26) e terça-feira (24), que revelaram um esquema de “arrocho” (roubo de drogas) e tráfico dentro da corporação.
Nesta quinta-feira (26), 11 pessoas foram presas com cerca de três toneladas de drogas em Manaus. Entre os detidos, seis são policiais militares da ativa, cujas identidades foram confirmadas:
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David Ramires Alencar – Sargento
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Tellson da Costa Antunes – Sargento
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Joabe Vasconcelos Maia – 2º Sargento
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Thiago Torquato Herculano Viana – Cabo
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Mabio Castro Nascimento – Cabo
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Mariley da Silva Aparicio – Cabo
Toda a carga e os suspeitos foram levados ao Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO). O caminhão com as drogas chegou à sede do departamento escoltado por um forte comboio.
Outra frente de investigação: O caso do Rio Negro
Além das prisões de ontem, a polícia analisa a relação com o caso de terça-feira (24), onde outros três policiais da ativa e dois civis (informantes) foram presos em Paricatuba, Iranduba, tentando roubar uma tonelada de drogas de criminosos usando um bote de 300 HP:
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David Lennon Pio dos Santos – 3º Sargento
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Glaucio Wagner Pessoa Mota – Cabo
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Claudio Roberto de Miranda Andrade – Soldado
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Maco Antonio Auzier de Oliveira Junior – Civil
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Ronaldo de Souza Sabóia – Civil
A PMAM informou em nota que não tolera desvios de conduta e que todos os citados serão afastados de suas funções e responderão a processos administrativos e criminais. A investigação da DEHS agora busca entender se “Max Bombado” possuía informações ou participação em algum desses grupos que atuam na região do Tarumã.
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