Chacina no bairro São Jorge: enfermeira socorrida não resiste e morre no HPS João Lúcio; veja vídeo

Manaus – A capital amazonense registra mais um episódio de extrema violência nesta segunda-feira (17), com um ataque criminoso ocorrido no bairro São Jorge, na zona Oeste de Manaus, que evoluiu oficialmente para uma chacina. A enfermeira Dilma Cilene Sampaio, que havia sido socorrida com vida em estado gravíssimo pelas equipes de emergência, não resistiu aos ferimentos e teve seu óbito confirmado logo após dar entrada no Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio. Dilma era a responsável por ceder o espaço na residência para que as outras vítimas do ataque pudessem repousar durante a noite.
O ataque ocorreu nos andares superiores de um imóvel localizado na Avenida São Jorge, a principal via de acesso do bairro. De acordo com relatos colhidos no local, moradores e pessoas que passavam pela região por volta das 6h da manhã ouviram gritos desesperadores vindos de dentro da casa. Quando as autoridades policiais e de saúde chegaram à cena do crime, encontraram um cenário de terror com três pessoas já mortas e a enfermeira agonizando, precisando ser retirada do local carregada de forma improvisada em uma rede pelos socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Com as recentes atualizações da ocorrência, as quatro vítimas do massacre foram oficialmente identificadas. Além da enfermeira Dilma Cilene Sampaio, perderam a vida no local Francisco das Chagas Moraes Santão, nascido em 1981, que seria pastor, e sua filha Isabella Coelho Moraes, de 29 anos, que era portadora de deficiência física. As informações apontam que pai e filha tinham a rotina de ir ao imóvel todas as noites especificamente para dormir, utilizando o espaço cedido pela proprietária. A quarta vítima fatal foi identificada preliminarmente como Guilherme, um professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).
A gravidade da ocorrência gerou uma intensa movimentação de viaturas da 22ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), da Força Tática e do Corpo de Bombeiros, que isolaram imediatamente a área para o trabalho das equipes competentes. O clima na via pública foi marcado por extremo desespero e comoção com a chegada de familiares das vítimas em busca de respostas. O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para realizar a remoção dos corpos da residência, enquanto a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) assumirá as investigações para identificar os atiradores e descobrir a motivação por trás desta chacina.


