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Após agredir menina de 12 anos em Manaus, taxista falta a depoimento e envia áudios intimidando a mãe da vítima; veja vídeo

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Após agredir menina de 12 anos em Manaus, taxista falta a depoimento e envia áudios intimidando a mãe da vítima; veja vídeo

Manaus – Um caso revoltante de violência de um taxista contra uma adolescente de 12 anos tem gerado indignação entre os moradores do bairro Cidade Nova, na zona Norte de Manaus. O suspeito, o taxista identificado como Ademir da Silva Castro, agrediu a garota com socos enquanto ela voltava da escola para casa. Em um desdobramento preocupante, o homem enviou áudios à mãe da vítima com tom intimidador e culpabilizando a própria família da adolescente pelo ocorrido. As informações foram reveladas nesta quinta-feira (30/4) pela própria mulher que é responsável pela adolescente.

A Covardia Registrada em Vídeo

A agressão aconteceu na última segunda-feira, 27 de abril, no Conjunto Boas Novas. Segundo o relato da mãe da vítima, Daiane Brandão, Pietra caminhava com uma amiga pelo mesmo trajeto que faz diariamente. Por ser uma rua estreita, o carro do taxista se aproximou demais, parando praticamente em cima das jovens. Quando Pietra alertou que o motorista não a estava vendo, o homem e a esposa começaram a proferir xingamentos.

O motorista chegou a ir embora, mas parou na esquina, fez um gesto obsceno e decidiu retornar com o veículo. Ao abordar a adolescente, que não correu por acreditar que não havia feito nada de errado.  Segundo relato da jovem. suspeito desferiu dois socos contra o rosto e a cabeça dela. Câmeras de segurança da rua registraram o momento da agressão. Ainda segundo o relato da vítima, de forma cruel, a companheira do taxista, que estava no carro, riu da situação e continuou ofendendo a menina enquanto a adolescente era agredida.

Intimidação e Transferência de Culpa

Nesta quinta-feira (30), o caso ganhou contornos de tensão psicológica. Aldemir foi convocado para prestar esclarecimentos na sede do 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP), mas não compareceu, sendo representado apenas por seu advogado.

Longe da delegacia, o taxista optou por enviar mensagens de áudio confrontadoras para a mãe da jovem. Nas gravações, ele adota uma postura desafiadora: “Eu sou muito homem para fazer o que foi feito e para resolver o que não foi feito”. Apesar das imagens claras da agressão, o homem nega ter socado a menina, tentando minimizar a gravidade da violência: “Se eu desse um soco na sua filha, sua filha caía no chão, não levantava. Eu só disse para ela respeitar os mais velhos”.

Em uma clássica atitude de transferência de culpa, o agressor responsabilizou a mãe pela violência sofrida pela própria filha: “Eu acho que você devia educar sua filha, dar respeito para ela […] Agora eu percebo que ela não aprendeu, que você também tá no mesmo caminho dela”. Ele ainda fez ameaças veladas sobre buscar retaliação judicial: “Assim como você atacou, também vou atacar”.

Trauma e Busca por Justiça

O impacto emocional da agressão deixou marcas profundas na adolescente. Daiane relata que a filha chegou em casa chorando muito e chegou a pedir desculpas por não ter conseguido correr ou gritar, sentindo-se injustamente culpada por ter sido alvo do ataque. “Parece que cada dia que passa, mexe mais com ela e comigo também”, desabafou a mãe.

Temendo pela segurança de Pietra e de outras crianças, a família clama por justiça e faz um apelo às autoridades para que viaturas policiais façam rondas nos horários de entrada e saída das escolas da região, que costumam ser desertas.

O caso já foi formalmente registrado na Polícia Civil, e a adolescente passou por exame de corpo de delito. As investigações continuam para que o responsável responda por seus atos.


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