Tragédia: ciclone provoca destruição e deixa mais de 300 mortos no Sudeste Asiático
Mundo – A passagem de um ciclone tropical provocou uma das maiores tragédias recentes no Sudeste Asiático, com inundações generalizadas que já deixaram mais de 300 mortos até esta sexta-feira (28). As chuvas intensas atingem a região há mais de uma semana e colocaram em colapso cidades inteiras na Tailândia, Indonésia, Malásia e Sri Lanka.
A Tailândia e a Indonésia concentram o maior número de vítimas. No sul tailandês, o governo confirmou ao menos 145 mortes — número quase três vezes maior que o divulgado um dia antes. Em Hat Yai, a quinta maior cidade do país, milhares de moradores ficaram ilhados após as enchentes alcançarem até dois metros de altura. Em apenas 24 horas, no dia 21 de novembro, foram registrados 335 milímetros de chuva, o maior volume em 300 anos no país.
Na Indonésia, a situação em Sumatra é igualmente dramática. Pelo menos 174 pessoas morreram e outras 80 seguem desaparecidas. Regiões inteiras estão isoladas após a interrupção do fornecimento de energia elétrica e do sistema de comunicação. Estradas permanecem bloqueadas, dificultando o acesso das equipes de resgate.
“A prioridade é resgatar e dar assistência à população. Esperamos que o tempo melhore para enviar um helicóptero”, afirmou Ferry Walintukan, porta-voz da polícia do norte de Sumatra.
Já no Sri Lanka, as autoridades mobilizaram o Exército para auxiliar nas operações de resgate e assistência às vítimas. O país contabiliza 56 mortos e 21 desaparecidos devido a deslizamentos de terra e alagamentos. Na Malásia, duas mortes foram confirmadas e cerca de 34 mil pessoas precisaram ser evacuadas, número que pode aumentar diante de novos alertas de chuva emitidos pelo governo.
Equipes de emergência utilizam helicópteros e drones para lançar suprimentos e socorrer moradores isolados. Na Tailândia, o governo fez um apelo público por barcos e jet skis para acelerar as operações de salvamento.
O drama humano se revela nos relatos dos sobreviventes. Abrigado em uma quadra de basquete transformada em centro de evacuação, Kritchawat Sothiananthakul, de 70 anos, relembrou com emoção o desespero vivido em Hat Yai.
“Tivemos que descer do telhado e entrar no barco. Eu precisava carregar tudo e depois colocar em um caminhão. Tivemos que deixar tudo para trás porque tudo estava submerso”, desabafou.
Embora enchentes sejam comuns entre novembro e abril, período da estação das monções, desta vez o volume de chuvas foi intensificado pela tempestade tropical, agravando o cenário e aumentando o risco de novos desastres nos próximos dias.
As autoridades seguem em alerta máximo enquanto equipes trabalham contra o tempo para localizar desaparecidos e evitar novas perdas.





