“Indústria da fraude”: brasileiros são presos após lucrar milhões com falsa agência de imigração nos EUA

Mundo – Uma suposta solução para quem buscava se regularizar nos Estados Unidos terminou em investigação criminal e prisão. Quatro brasileiros são acusados de liderar um esquema que teria movimentado mais de US$ 20 milhões explorando imigrantes, a maioria também do Brasil.
Segundo as autoridades do Condado de Orange, na Flórida, a empresa Legacy Imigra atuava com promessas falsas e práticas ilegais. “Eles enriqueceram com base em manipulação, fraude, mentiras e extorsão”, afirmou o xerife John Mina.
Os acusados são Vagner Soares de Almeida, apontado como fundador, além de Juliana Colucci, Lucas Filipe Trindade Silva e Ronaldo Decampos. Eles respondem por organização criminosa, fraude, extorsão e exercício ilegal da advocacia.
Como funcionava o esquema
A empresa atraía imigrantes em situação irregular por redes sociais e indicações. Após o pagamento, os clientes eram incluídos em processos considerados fraudulentos ou mal feitos.
Segundo a polícia, o grupo criava e-mails em nome das vítimas sem autorização e retinha documentos para exigir mais dinheiro, usando o medo de deportação como forma de pressão.
Investigação e alcance
O caso começou a ser apurado em setembro, após denúncias feitas por um advogado. A empresa alegava ter especialistas em imigração, mas, de acordo com os investigadores, não havia profissionais licenciados.
Até agora, sete vítimas colaboraram formalmente, em estados como Flórida, Carolina do Sul, Connecticut e Nova Jersey. Os prejuízos variam de US$ 2,5 mil a US$ 26 mil, mas o número de atingidos pode ser muito maior.
O que acontece agora
A operação foi realizada com apoio de agentes federais e do gabinete do procurador-geral da Flórida. Outras pessoas encontradas no local foram detidas pela imigração e podem ser deportadas.
As autoridades informaram que vítimas que colaborarem com as investigações poderão solicitar um visto temporário para permanecer legalmente no país durante o processo.
Segundo a polícia, o principal investigado também estaria em situação migratória irregular.








