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EUA intensificam bloqueio naval e apreendem mais um petroleiro ligado à Venezuela no Caribe; veja vídeo

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EUA intensificam bloqueio naval e apreendem mais um petroleiro ligado à Venezuela no Caribe; veja vídeo

Mundo – Em mais uma operação de alto impacto no Mar do Caribe, as forças armadas dos Estados Unidos interceptaram e apreenderam, na manhã desta quinta-feira (15/2), o navio-tanque Veronica, embarcação acusada de violar as sanções americanas ao transporte de petróleo venezuelano.

De acordo com comunicado oficial do Comando Sul dos EUA (Southcom), fuzileiros navais e marinheiros realizaram a abordagem sem incidentes, contando com apoio de navios de grande porte, entre eles os porta-aviões anfíbios USS Iwo Jima (LHD 7), USS San Antonio (LPD 17) e USS Fort Lauderdale (LPD 28), que funcionaram como plataformas operacionais para a missão.

A apreensão do Veronica representa a mais recente ação — e pelo menos a sexta registrada desde dezembro de 2025 — no âmbito da política de bloqueio total imposta pelo governo do presidente Donald Trump contra a chamada “frota clandestina” ou “frota fantasma” de petroleiros que, segundo Washington, burlam sanções internacionais para exportar petróleo venezuelano e financiar atividades ilícitas, incluindo o narcoterrorismo.

> “O único petróleo que sairá da Venezuela será aquele que for coordenado de forma adequada e legal. O Departamento de Guerra, em coordenação com parceiros interinstitucionais, defenderemos nossa pátria, pondo fim às atividades ilícitas e restaurando a segurança no Hemisfério Ocidental”, declarou o Southcom em nota oficial.

A declaração reforça a nova orientação da administração Trump para o setor energético venezuelano: após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro em 3 de janeiro e a instalação de autoridades interinas alinhadas aos interesses americanos, os EUA passaram a controlar diretamente parte significativa da produção e exportação de petróleo do país.

O próprio presidente Trump anunciou, no início de janeiro, que entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo venezuelano “sancionado” seriam entregues aos Estados Unidos. O óleo seria vendido no mercado internacional a preço de mercado, com os recursos gerados destinados a beneficiar tanto o povo americano quanto o venezuelano — sob administração exclusiva do governo norte-americano.

A estratégia inclui parcerias com grandes companhias petrolíferas dos EUA para investir na recuperação da infraestrutura de produção venezuelana, que sofreu décadas de subinvestimento e deterioração. A meta é transformar o petróleo venezuelano em fonte de receita controlada e legal, eliminando as rotas paralelas de exportação que vigoravam durante o regime anterior.

A série de apreensões começou ainda em dezembro de 2025, com duas operações iniciais, e ganhou intensidade nas últimas semanas com a captura de navios como Olina, Sophia, Marinera e outros, muitos deles operando com bandeiras de conveniência ou falsificadas (como de Timor-Leste, Panamá ou até Rússia).

A presença militar americana na região permanece elevada, com milhares de soldados, múltiplos grupos de porta-aviões e caças de última geração, configurando o maior dispositivo naval dos EUA no Caribe em décadas.

Enquanto o governo Trump apresenta as ações como vitória na luta contra o crime organizado transnacional e na restauração da estabilidade hemisférica, críticos apontam risco de escalada de tensões com países como Rússia, China e Irã, que historicamente apoiaram o regime de Maduro e ainda mantêm interesses na indústria petrolífera venezuelana.

A apreensão do Veronica ocorre em um momento delicado: autoridades americanas preparam encontros com líderes da oposição venezuelana e executivos de petroleiras para definir os próximos passos da “parceria energética” entre os dois países. O futuro do petróleo venezuelano, um dos maiores do mundo em reservas comprovadas, parece cada vez mais atrelado à vontade política de Washington.


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