Brasília Amapá Roraima Pará |
Manaus
Web Stories STORIES CM7 Shorts
Brasília Amapá Roraima Pará

“Sicário”, apontado como braço direito de Vorcaro, morre horas após ser preso pela PF

Compartilhe
“Sicário”, apontado como braço direito de Vorcaro, morre horas após ser preso pela PF

Brasil – Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, de 43 anos, conhecido como “Sicário”, morreu nesta quarta-feira (4) em Belo Horizonte (MG) horas após ser preso durante uma operação da Polícia Federal. Ele era apontado nas investigações como líder de uma equipe responsável por monitorar e agir contra adversários do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Mourão foi detido pela manhã na capital mineira durante a operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça. Já na cela da Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais, ele teria tentado tirar a própria vida usando a própria camisa.

Agentes da PF realizaram manobras de reanimação até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O suspeito foi levado ao Hospital João XXIII, onde recebeu atendimento, mas não resistiu.

Até a publicação desta reportagem, a Polícia Federal ainda não havia confirmado oficialmente a morte. O último comunicado da corporação informava apenas a tentativa de suicídio por volta das 16h55. Segundo a PF, o caso foi comunicado ao gabinete do ministro André Mendonça, relator da investigação, e as imagens do episódio serão encaminhadas ao Supremo.

Investigado

De acordo com as investigações, Mourão seria responsável por monitorar pessoas consideradas adversárias de Daniel Vorcaro e por obter informações sigilosas de interesse do grupo investigado. As apurações indicam que ele receberia cerca de R$ 1 milhão por mês pelas atividades.

Mensagens analisadas pela investigação também mencionam o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo. Em uma das conversas, Vorcaro teria sugerido que o profissional fosse seguido.

A Polícia Federal apura possíveis crimes contra o sistema financeiro nacional, corrupção ativa e passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional, fraude processual e obstrução de Justiça.

Defesa

A defesa de Mourão informou que manteve contato com o cliente até por volta das 14h desta quarta-feira e que, naquele momento, ele estava lúcido e orientado.

Os advogados afirmaram que souberam do ocorrido apenas após a divulgação de uma nota atribuída à Polícia Federal e disseram que acompanham o caso no hospital em busca de informações oficiais.


Siga-nos no Google News Portal CM7

Banner Rodrigo Colchões

Banner 1 - Portal CM7


Carregar mais