Marina volta a defender cassação de Dilma e Temer: ‘É imperativo ético’
CHICAGO — A ex-senadora Marina Silva (Rede) voltou a defender, neste sábado, que a solução para a crise política do Braisl passa pelo julgamento da ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pede a cassação da chapa formada pela presidente Dilma Rousseff e o vice Michel Temer e a realização de novas eleições. Diante de universitários brasileiros que estudam nos Estados Unidos, Marina argumentou que as denúncias feitas no âmbito da Operação Lava-Jato agravam a necessidade de uma decisão do tribunal eleitoral.
— O meu entendimento é que o impeachment não se fabrica. Ele se explícita. E, no meu entendimento, ele se explícitou do ponto de vista político. E tudo o que está acontecendo pela Lava-Jato, quanto mais se sabe, maior a necessidade de julgamento do TSE. É imperativo ético de que a chapa inteira seja cassada — disse Marina, em Chicago, onde participa de encontro com brasileiros, que, na sexta, recebeu o juiz Sérgio Moro.
Marina disse que espera uma decisão “urgente” para que o TSE “devolva o poder aos 200 milhões de brasileiros”:
— Eu acho que esse momento é o de pensar sobretudo nas saídas que sejam mais efetivas e é por isso que eu defendo a saída pelo TSE — disse Marina. — Não são sete ministros passando por cima do voto popular. Se este voto foi levado de forma ilegítima, pelo uso do dinheiro da corrupção, então é devolver para 200 milhões a possibilidade de corrigir um erro que eles foram induzidos a cometer
A ex-senadora também comentou as informações reveladas pelas delações dos ex-dirigentes da empreiteira Andrade Gutierrez:
— A delação disse que o dinheiro do petróleo era dividido igualmente entre o PT e o PMDB. Portanto, como eu disse, ambos são irmãos siameses, ambos são faces da mesma moeda, ambos há 12 anos ganharam juntos com esses recursos ilícitos em suas campanhas. O TSE precisa ter o sentido de urgência para a crise que o Brasil está vivendo e buscar o caminho mais efetivo.
E afirmou que delação também associa o vice-presidente Michel Temer para defender, novamente, que o TSE julgue a ação contra a chapa:
— O dinheiro da corrupção fraudou as eleições. Não existe vice-presidente que se elege por si mesmo. Se a presidente foi eleita com dinheiro da corrupção, a chapa inteira deve ser cassada
Sobre o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, a ex-senadora afirmou que vê com normalidade que a Rede não tenha posição definida:
— A minha posição é que o partido descida pela admissibilidade do impeachment e a liberação da bancada no voto no plenário porque a bancada tem um posicionamento diferentes e nós apoiamos esta liberdade dentro da Rede.
Apontada pelo Datafaolha como uma das principais intenções de voto dos brasileiros para a próxima eleição presidencial, Marina desconversou:
— As pesquisas são registro do momento, não fico ligada.







