Fim da escala 6×1 avança e trabalhadores podem conquistar dois dias de folga por semana
Por almeida em 11 de junho de 2026 às 6:59

Brasil – Uma das principais discussões do mercado de trabalho brasileiro nos últimos anos voltou a ganhar força com o avanço da proposta que prevê o fim da escala 6×1. A medida, que ainda depende de aprovação definitiva no Congresso Nacional, poderá garantir aos trabalhadores dois dias de descanso por semana, sem redução salarial.
Atualmente, a jornada máxima prevista na legislação trabalhista é de 44 horas semanais, modelo que permite a adoção da escala 6×1, bastante comum em setores como comércio, serviços, supermercados e atendimento ao público. Com a mudança, a carga horária semanal seria reduzida gradualmente, abrindo espaço para jornadas mais equilibradas e maior tempo de descanso.
A proposta prevê uma transição progressiva. Em um primeiro momento, a jornada cairia para 42 horas semanais e, posteriormente, para 40 horas. O objetivo é permitir que empresas e trabalhadores se adaptem às novas regras sem impactos bruscos na rotina produtiva.
Especialistas afirmam que a redução da jornada não deverá provocar diminuição nos salários dos trabalhadores. A
ideia é manter a remuneração atual, garantindo mais qualidade de vida, tempo para convivência familiar, lazer e cuidados com a saúde física e mental.
Mesmo com a mudança, serviços considerados essenciais continuarão funcionando normalmente. Hospitais, transporte público, segurança e outros setores poderão manter escalas de revezamento para assegurar o atendimento à população. Nesses casos, os dias de descanso serão organizados de acordo com a necessidade de cada atividade.
A proposta ainda será analisada pelo Senado Federal, onde poderá sofrer alterações antes de seguir para as etapas finais de aprovação.
Caso seja sancionada, a mudança representará uma das maiores transformações nas relações de trabalho do país nas últimas décadas.
Defensores da medida argumentam que a redução da jornada acompanha uma tendência internacional de valorização do bem-estar dos trabalhadores, enquanto representantes do setor empresarial defendem cautela para evitar impactos econômicos e aumento de custos para as empresas.
Se aprovada, a nova regra poderá mudar a rotina de milhões de brasileiros que atualmente trabalham seis dias por semana e contam com apenas um dia de descanso.








