Sem água, comida ou combustível no AM: Indígenas do Javari relatam falta de assistência para votar no 2º turno
Amazonas – Neste domingo de eleições (25), o exercício da cidadania esbarra em graves desafios logísticos e humanitários no interior do Amazonas. Sem água, comida ou combustível, indígenas do Javari relatam falta de assistência para votar no segundo turno. Os eleitores tradicionais enfrentaram jornadas extenuantes de mais de cinco dias pelos rios da região amazônica. Eles viajaram para participar do pleito no município de Atalaia do Norte. No entanto, as famílias encontram-se retidas no porto e cobram ações urgentes do Estado.
Cenário de Vulnerabilidade e Crise Humanitária
Inicialmente, a grave denúncia expõe um cenário de extrema vulnerabilidade logo após a mobilização democrática para as urnas. Sem combustível para abastecer as embarcações, os nativos não conseguem iniciar a longa viagem de volta às suas aldeias. Consequentemente, os eleitores cobram das autoridades o fornecimento urgente de gasolina. Além disso, as lideranças exigem alimentação adequada e farta distribuição de água potável. A crise afeta diretamente dezenas de famílias do Vale do Javari, incluindo inúmeras crianças pequenas e idosos doentes.
Decisão da Justiça Eleitoral Ignorada
Por outro lado, o profundo desamparo relatado pelas vítimas contrasta com as determinações legais recentes do país. O déficit criminoso no suporte estatal ocorre apesar de uma decisão proferida nesta mesma semana pela Justiça Eleitoral. O tribunal ordenou a atuação conjunta e imediata de prefeituras, juízes e associações. O objetivo da medida era assegurar o transporte e a manutenção dessas comunidades isoladas durante todo o período eleitoral. Na prática, o caos flagrado no porto da cidade evidencia que o governo ainda não efetivou a ordem dos magistrados.
Espera Precária e Falta de Prazos
Enquanto isso, a espera dos povos tradicionais se arrasta de forma muito precária neste domingo de eleições. Um dos grupos afetados conta com pelo menos 30 indígenas das etnias Kanamari e Kulina. A população encontra-se abrigada em uma estrutura improvisada na calha do rio. As famílias descansam em redes amarradas sob lonas em uma balsa cedida pela prefeitura de Atalaia do Norte. Em suma, os governantes não definiram um prazo oficial para a entrega dos mantimentos vitais.
Por fim, essas populações vulneráveis aguardam o cumprimento das falsas promessas de apoio logístico. Os cidadãos exigem o respaldo da Funai e das autoridades competentes para, enfim, iniciarem o difícil caminho de volta aos seus territórios de origem no interior do Amazonas.
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