Dra. Francisca Abbade concede entrevista emocionante sobre Transtorno do Espectro Autista ao CM7 Brasil

Manaus – Nesta terça-feira (14), a médica pediatra Francisca Abbade foi a convidada especial do programa apresentado por Cileide Moussallem, em uma entrevista marcada por emoção, informação e relatos de experiência prática no cuidado com crianças. Mãe atípica e referência no acompanhamento de pacientes com transtornos do desenvolvimento, a especialista compartilhou conhecimento e vivências que tocaram o público, sobretudo famílias que convivem com o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Com uma trajetória consolidada na medicina, Francisca Abbade é graduada pela Universidade Federal do Pará, com especialização em pediatria, além de pós-graduações em Pediatria e Infectologia Pediátrica. Atualmente, atua no Hospital Adventista de Manaus e na Secretaria Municipal de Saúde, com foco na saúde infantil e no acompanhamento de condições que impactam o desenvolvimento das crianças. Durante a entrevista, foi destacada sua experiência de longo prazo com pacientes e famílias, reforçando a confiança construída ao longo dos anos.

Ao abordar o autismo, a médica explicou que o termo evoluiu para Transtorno do Espectro Autista, conforme classificação atual, destacando que o conceito de “espectro” envolve uma ampla diversidade de características e níveis de suporte. Segundo ela, cada criança é única, podendo apresentar desde dificuldades severas de comunicação até altas habilidades cognitivas. “Nenhuma criança é igual à outra”, enfatizou, reforçando a importância de um olhar individualizado no diagnóstico e no tratamento.
A especialista também ressaltou que o diagnóstico do TEA é clínico e baseado na observação do comportamento ao longo do desenvolvimento da criança. Sinais como ausência de interação, dificuldade de comunicação e atraso em marcos do desenvolvimento devem ser observados desde os primeiros meses de vida. O acompanhamento pediátrico contínuo, aliado à participação ativa dos pais, é fundamental para identificar precocemente possíveis sinais e iniciar intervenções adequadas.
Outro ponto importante discutido foi a necessidade de conscientização social e políticas públicas mais eficazes. Francisca destacou que ainda há desinformação e falta de empatia em relação ao autismo, o que impacta diretamente no acesso ao diagnóstico, tratamento e inclusão adequada dessas crianças. A entrevista reforçou que o cuidado com pessoas no espectro exige atuação multidisciplinar, apoio familiar e compromisso coletivo, tornando o debate essencial para a construção de uma sociedade mais inclusiva.
Veja entrevista:








