Dor e revolta marcam velório de menino de 7 anos que morreu atropelado em Manaus

Manaus – Um clima de forte comoção marcou o velório de João Miguel Magalhães de Oliveira, de 7 anos, na manhã desta quinta-feira (16), no bairro Cidade de Deus, na zona Norte de Manaus. O menino morreu após ser atropelado enquanto seguia para a escola.
Segundo informações preliminares, a criança havia acabado de descer da condução escolar quando foi atingida por um veículo que trafegava em alta velocidade. O caso gerou revolta e tristeza entre familiares e moradores da região.
Durante a despedida, familiares relembraram a alegria e o carinho do menino. Em relato emocionado, a mulher que o criou destacou a personalidade afetuosa da criança.
“O João Miguel era uma criança muito alegre, muito feliz”, disse.
Ela também contou sobre o vínculo que mantinha com o menino e as demonstrações constantes de amor. “Ele dizia que me amava muito, que eu era uma mãe maravilhosa, que queria ser como eu, levar a palavra de Deus”, relatou.
Sonhos interrompidos
A família afirmou que João Miguel tinha sonhos simples, mas cheios de significado. Ele queria aprender música e cantar na igreja, demonstrando interesse por instrumentos musicais.
“Ele queria tocar para Jesus. Quando a gente entrava em uma loja, ele ia direto nos instrumentos”, contou a responsável, que já organizava aulas para o menino.
Um dos momentos mais marcantes do velório foi quando a familiar relembrou os últimos dias ao lado da criança. Segundo ela, o comportamento do menino havia mudado recentemente.
“Ele me abraçava mais, me beijava mais. Era tudo mais intenso”, disse.
Na manhã do acidente, João Miguel seguia a rotina de sempre. Foi preparado para a escola e levado ao transporte escolar. Pouco tempo depois, a família recebeu a notícia do atropelamento.
“Quando avisaram, eu confiei que Deus estava no controle”, afirmou. No hospital, porém, o estado de saúde se agravou rapidamente, e a morte foi confirmada pouco depois.
Dor e revolta
A despedida foi marcada por dor, homenagens e revolta. Moradores da área cobram mais responsabilidade no trânsito, especialmente em locais com grande circulação de crianças.
A morte do menino reacende o alerta sobre a imprudência nas ruas de Manaus e a necessidade de medidas para evitar novas tragédias.








