Brasília Amapá Roraima Pará |
Manaus
Web Stories STORIES CM7 Shorts
Brasília Amapá Roraima Pará

Dia Internacional da Mulher: manifestação em Manaus cobra fim da violência de gênero neste domingo (8)

Compartilhe
Dia Internacional da Mulher: manifestação em Manaus cobra fim da violência de gênero neste domingo (8)

Manaus – Milhares de mulheres vão às ruas em Manaus e em diversas cidades do país neste domingo (8) para marcar o Dia Internacional da Mulher com atos, debates e mobilizações por direitos, igualdade e combate à violência de gênero. Na capital amazonense, a manifestação está prevista para ocorrer a partir das 15h, na Praça da Polícia, no Centro.

A data, celebrada mundialmente em 8 de março, tem origem nas mobilizações femininas do início do século 20. Segundo registros da Enciclopédia Britânica, o primeiro dia dedicado às mulheres ocorreu em 1909, nos Estados Unidos, impulsionado pela luta pelo direito ao voto. No ano seguinte, a ativista alemã Clara Zetkin propôs, durante o Congresso Socialista Internacional, a criação de uma data global para reivindicar direitos das mulheres.

A primeira celebração internacional ocorreu em 1911, quando mais de um milhão de pessoas participaram de manifestações em países europeus como Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça. A escolha do 8 de março foi consolidada anos depois, em homenagem às operárias russas que, em 1917, iniciaram uma greve por “pão e paz” em São Petersburgo, protestando contra a escassez de alimentos e as condições de vida durante a Primeira Guerra Mundial.

Décadas mais tarde, em 1975, a Organização das Nações Unidas oficializou a data como Dia Internacional da Mulher, transformando o 8 de março em um momento global de reflexão sobre direitos, igualdade e combate à violência.

Mobilizações e reivindicações

Em 2026, os atos no Brasil têm como tema a defesa da democracia, da soberania e o enfrentamento à violência contra as mulheres, além de pautas relacionadas às condições de trabalho. Uma das reivindicações que ganha destaque é o fim da escala 6×1, modelo de jornada em que trabalhadores atuam seis dias seguidos e descansam apenas um.

Para movimentos sociais e organizações feministas, esse tipo de jornada afeta diretamente as mulheres, especialmente aquelas que atuam no setor de serviços. Muitas delas acumulam ainda responsabilidades domésticas e de cuidado com familiares, o que resulta em jornadas duplas ou até triplas de trabalho.

Além das questões trabalhistas, os protestos também denunciam o aumento da violência de gênero no país. Casos recentes de feminicídio e agressões reforçam a preocupação de especialistas e movimentos sociais com a necessidade de políticas públicas de prevenção e proteção às vítimas.

Educação e prevenção

Para estudiosos do tema, o Dia Internacional da Mulher não deve ser visto apenas como uma data comemorativa, mas como um momento de reflexão sobre desigualdades persistentes. A professora Juliana Vargas, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, destaca que o debate sobre igualdade de gênero precisa ganhar mais espaço na sociedade.

Segundo ela, a educação é uma das ferramentas mais importantes para combater a violência contra mulheres e meninas, desde a discussão sobre respeito e igualdade nas escolas até a formação de professores.

Dados internacionais reforçam a gravidade do problema. Relatório recente do UNICEF aponta que quase uma em cada três mulheres no mundo já sofreu violência física ou sexual ao longo da vida, muitas vezes praticada por parceiros íntimos.

Diante desse cenário, campanhas de conscientização e mobilizações sociais buscam incentivar denúncias, ampliar o acesso à rede de proteção e romper a cultura do silêncio que ainda cerca muitos casos de violência.

Em Manaus, a expectativa é que o ato deste domingo reúna mulheres de diferentes movimentos, coletivos e organizações da sociedade civil para lembrar que o 8 de março é, sobretudo, um dia de luta por direitos e por uma sociedade mais justa e segura para todas.


Siga-nos no Google News Portal CM7

Banner Rodrigo Colchões

Banner 1 - Portal CM7


Carregar mais