Caso Djidja Cardoso: Cleusimar deixa prisão em Manaus e é recepcionada com festa por amigos e familiares
Manaus – Cleusimar Cardoso, mãe da ex-sinhazinha do Boi Garantido Djidja Cardoso, teve a progressão para o regime semiaberto autorizada pela Justiça do Amazonas nesta segunda-feira (28).
Familiares, amigos e funcionários se reuniram em frente ao salão da empresária, localizado na rua Nikita, no bairro Parque 10 de Novembro em Manaus, para aguardar a chegada dela. Uma estrutura com balões, tendas e um paredão de som foi montada no local para recepcioná-la após a saída do sistema prisional.
Antes de seguir para o salão, Cleusimar deve passar pelo Centro de Operações e Controle (COC) da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), onde será instalada a tornozeleira eletrônica que será utilizada no monitoramento do cumprimento da pena.
Com a progressão de regime, Cleusimar deverá cumprir as condições determinadas pela Justiça, incluindo restrições de circulação. Ela poderá permanecer fora de casa entre 6h e 22h, exclusivamente para atividades autorizadas e consideradas necessárias, além de cumprir as demais medidas impostas.
Entenda o caso
Cleusimar foi presa em maio de 2024, após a filha, Djidja Cardoso, ser encontrada morta dentro de casa. A morte foi relacionada ao uso abusivo de cetamina, substância de controle especial.
O caso levou a Polícia Civil do Amazonas a aprofundar as investigações, que resultaram na Operação Mandrágora, responsável por apurar um suposto esquema de tráfico de cetamina.
O processo já havia sido julgado, mas as defesas dos réus alegaram que não tiveram condições adequadas de se manifestar durante a fase de instrução. O Tribunal de Justiça do Amazonas acolheu o argumento, anulou a decisão anterior e determinou que o processo retornasse à 3ª Vara de Delitos de Tráfico de Drogas de Manaus para uma nova sentença.
Em julho deste ano, a juíza Roseane do Vale Jacinto Cavalcante proferiu uma nova decisão e condenou Cleusimar e o filho, Ademar Farias Cardoso Neto, a 10 anos e 11 meses de reclusão, em regime fechado, pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
A responsabilidade criminal pela morte de Djidja é investigada em processo separado.



