Fumaça de queimadas deixa ar de Parintins em nível péssimo e Defesa Civil emite alerta severo
Amazonas – A população de Parintins, no interior do Amazonas, enfrenta uma situação preocupante nesta segunda-feira (2). A fumaça provocada por incêndios florestais fez a qualidade do ar atingir níveis críticos, levando a Defesa Civil do Estado a emitir um alerta severo para o município. O cenário representa riscos à saúde dos moradores, principalmente crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios.
De acordo com o alerta nº 2738/2026, divulgado pelo Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil do Amazonas (CEMOA), sensores identificaram concentrações de material particulado fino (MP2,5) superiores a 125 microgramas por metro cúbico de ar (µg/m³), considerando um período de 24 horas. O índice colocou Parintins na classificação de qualidade do ar “péssima”, a mais grave entre os municípios monitorados no estado.
O comunicado foi emitido às 11h10 desta segunda-feira (2) e tem validade até as 11h10 de terça-feira (3). Segundo a Defesa Civil, a exposição prolongada à poluição nessas condições pode provocar ou agravar problemas respiratórios e cardiovasculares, colocando toda a população em situação de risco.
Fumaça também preocupa outros municípios
A situação não se limita à Ilha Tupinambarana. Outras dez cidades amazonenses também receberam alertas relacionados à presença de fumaça e ao aumento da concentração de poluentes atmosféricos.
Entre os municípios afetados estão Autazes, Nova Olinda do Norte, Itacoatiara, Urucurituba, Silves, Maués, Itapiranga, Boa Vista do Ramos, São Sebastião do Uatumã e Barreirinha. Nessas localidades, os níveis de partículas finas foram classificados entre ruins e muito ruins.
O problema ocorre em meio ao período de estiagem que atinge o Amazonas. Conforme levantamento divulgado pelo Governo do Estado, 47 municípios estão em situação de emergência devido à seca, enquanto outros 15 permanecem em alerta.
Defesa Civil orienta moradores a evitar exposição
Diante do agravamento da poluição, a Defesa Civil recomenda que a população evite exercícios físicos ao ar livre, aumente o consumo de água e utilize máscaras adequadas para reduzir a inalação de partículas presentes na fumaça.
A orientação também é redobrar os cuidados com crianças, idosos e pessoas que convivem com asma, bronquite ou doenças cardíacas. Quem apresentar falta de ar, dificuldade para respirar ou agravamento de sintomas deve procurar atendimento médico.
Em caso de emergência, a população pode acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo número 192, o Corpo de Bombeiros, pelo 193, ou a Defesa Civil, pelo 199.
Enquanto os focos de incêndio e a concentração de poluentes continuam sendo monitorados, as autoridades reforçam a necessidade de medidas preventivas para diminuir os impactos da fumaça sobre a saúde da população.





