Roberto Cidade estende contratos temporários na SEMA e IPAAM enquanto 299 aprovados esperam e Amazonas respira ar poluído
Amazonas – A gestão estadual lida com a pressão da crise das queimadas no estado do Amazonas sob forte escrutínio público e político. Roberto Cidade estende contratos temporários na SEMA e IPAAM, levantando sérios questionamentos sobre as prioridades governamentais referentes à estrutura de servidores efetivos. Documentos oficiais da Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (AADESAM) apontam a prorrogação contínua de vínculos provisórios, enquanto 299 aprovados em concursos públicos de ambos os órgãos seguem aguardando a devida convocação.

Aditivos milionários e a manutenção das equipes provisórias
Segundo os registros da administração, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) conta atualmente com o 12º aditivo do projeto SINAFLOR e o 8º aditivo dos projetos Amazonas Legal e Amazonas Mais. Na Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA), o projeto PROGESTÃO III já se encontra em seu 4º aditivo. Estes contratos visam estritamente a manutenção de equipes provisórias voltadas para atividades essenciais de licenciamento, fiscalização e monitoramento ambiental, possuindo vigências que se estendem até novembro e dezembro de 2026, além de janeiro de 2027. Um documento específico do 8º Termo Aditivo do Projeto Amazonas Mais, voltado ao IPAAM, detalha a geração de 51 empregos, sendo 26 na equipe de gestão e 25 na técnica, com a meta de emitir 1.610 peças técnicas em um prazo de quatro meses.

A contradição política e o impacto na gestão climática
A situação atual da máquina pública contrasta frontalmente com as declarações políticas recentes. Ao anunciar a homologação do certame do IPAAM, Roberto Cidade afirmou que haveria a convocação imediata de 80 a 90 dos 140 candidatos aprovados. No entanto, conforme destacado por páginas de acompanhamento político local, como o “Olho no Voto”, a gestão mantém o robusto quadro de temporários atuando nos órgãos ambientais em meio à severa crise das queimadas, em detrimento da nomeação dos concursados. Diante do cenário, a dependência crônica de projetos temporários, executados por meio de sucessivos aditivos, coloca em debate a estruturação de longo prazo do Amazonas para o enfrentamento das questões climáticas.

Manaus respira ar poluído sem dissipação imediata
Por fim, os reflexos práticos e nocivos dessa crise ambiental continuam sendo sentidos diretamente pela população da capital amazonense. Os dados atualizados da plataforma de monitoramento global IQAir confirmam que a qualidade do ar em Manaus permanece totalmente prejudicada. A cidade registrou um Índice de Qualidade do Ar (AQI) de 81 no momento da medição meteorológica, o que a enquadra de imediato em uma faixa de alerta para a saúde respiratória. A previsão horária aponta uma estagnação da poluição atmosférica intensa, com os índices oscilando entre 78 e 81 durante toda a noite e na manhã do dia seguinte, evidenciando aos moradores que as condições climáticas degradadas persistem sem quaisquer sinais de dissipação a curto prazo.






