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Amazonas tem 12 municípios em emergência por cheia e mais de 100 mil pessoas afetadas

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Amazonas tem 12 municípios em emergência por cheia e mais de 100 mil pessoas afetadas

Amazonas – A cheia dos rios já coloca 12 municípios do Amazonas em situação de emergência, segundo boletim divulgado nesta quarta-feira (8) pelo Governo do Estado. Outras sete cidades estão em alerta e 24 em atenção, enquanto o número de pessoas afetadas chega a 100.935 em diferentes regiões.

De acordo com a Defesa Civil, entre os municípios em emergência estão Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Boca do Acre, Canutama, Carauari, Eirunepé, Itamarati, Juruá, Lábrea, Santo Antônio do Içá, Tabatinga e Tapauá. Já cidades como Amaturá, Envira, Guajará, Ipixuna, Pauini, São Paulo de Olivença e Tonantins estão em estado de alerta. Outras 24, incluindo Coari, Manacapuru, Tefé e Iranduba, aparecem na faixa de atenção.

Para amenizar os impactos da cheia, a Defesa Civil distribuiu, neste ano, 120 kits de purificadores de água por meio do projeto Água Boa, beneficiando 20 municípios. A medida busca garantir acesso à água potável, principalmente para comunidades ribeirinhas afetadas tanto pelas inundações quanto pelos períodos de estiagem.

No campo econômico, a Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) anunciou ações emergenciais voltadas a empreendedores e produtores do interior. Entre as medidas estão a ampliação de crédito, dispensa de garantias e renegociação de dívidas, com prazos mais longos e carência para início dos pagamentos.

A Defesa Civil informou que o monitoramento dos rios é realizado de forma contínua pelo Centro de Monitoramento e Alerta, com apoio do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais, responsável por coordenar ações para reduzir os impactos da cheia.

Na área da saúde, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), por meio da Fundação de Vigilância em Saúde Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), publicou a Nota Técnica Conjunta nº 12/2026 com orientações aos municípios. O documento recomenda reforço na vacinação contra doenças como hepatite, tétano e raiva, que tendem a aumentar durante o período de enchentes.

Também está prevista a ampliação da vacinação de animais domésticos e a distribuição prioritária de hipoclorito de sódio a 2,5% para o tratamento da água, especialmente em áreas rurais.

Segundo a secretária de Saúde, Nayara Maksoud, a orientação é que os municípios atualizem seus planos de contingência, com integração entre os setores e foco na prevenção. O documento também reforça a necessidade de monitoramento da qualidade da água para consumo humano e ações imediatas em caso de contaminação.

As autoridades seguem acompanhando a evolução da cheia no estado.


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