Saiba como Wilker Barreto e família ficaram milionários com dinheiro público
Manaus – A Fundação Poceti, uma ONG de propriedade da família de Wilker Barreto, que tem como presidente o irmão dele, Wilame Azevedo Barreto, já foi alvo de um escândalo motivado por seu convênio com a Fundação Nacional da Saúde Indígena (Funasa).
De acordo com o Portal da Transparência do Governo Federal, a ONG da família de Wilker recebeu mais de R$ 41 milhões durante quatro anos por prestar supostos serviços médicos aos povos indígenas do Amazonas. A grande questão acerca disso é que essa Fundação Poceti nunca possuiu qualificação para tratar de serviços de saúde.
No mês de novembro do ano passado, o Tribunal de Contas da União (TCU) apresentou relatório de auditoria estabelecendo multas para os funcionários da Funasa responsáveis pelo convênio com a Fundação Poceti. As multas variavam entre R$ 3 mil e R$ 4 mil e foram aplicadas a Pedro Gonzaga do Nascimento, Lázaro Sales de Araújo, Salomão Marialva Batista, Alexsandre Teixeira Amazonas, José Mário Trindade Carneiro e Francisco das Chagas de Oliveira Pinheiro.
De acordo com o TCU, a Fundação Poceti era responsável pelo Distrito Sanitário Especial Indígena de Manaus (Dsei-Manaus), mas não apresentava “qualificação técnica e as condições mínimas para consecução do objeto proposto, funcionando como mera intermediadora dos recursos, cujas despesas de manutenção são custeadas pela concedente, onerando assim os gastos da Administração Pública”, citou o relatório.
Segundo o documento, a equipe de auditoria verificou que a Fundação Poceti não possuía quadro técnico especializado e não havia realizado nenhum trabalho na área de saúde indígena antes da assinatura dos convênios com a Funasa.
O investigado, Wilame de Azevedo Barreto, irmão do deputado Wilker Barreto, alegou à época que, tanto o relatório do TCU quanto os inquéritos abertos no MPF são decorrentes de uma fiscalização realizada em ONGs de todo o país, o que não ficou comprovado.


