Novo porto em Manaus terá investimento de R$ 916 milhões e terminal com capacidade para atender 4 mil passageiros por dia

Manaus – O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) autorizou o início da elaboração dos projetos para a construção do novo porto da Manaus Moderna, localizado na Zona Sul da capital amazonense. Com um aporte federal avaliado em quase R$ 1 bilhão — totalizando R$ 916 milhões —, a infraestrutura promete movimentar a economia local e representa um passo significativo para a modernização do transporte aquaviário, além de aprimorar o abastecimento e a integração regional no Amazonas.
Com a autorização do Dnit, o consórcio responsável pela obra já pode dar início ao desenvolvimento dos projetos básico e executivo de engenharia, etapas obrigatórias antes da movimentação no canteiro de obras. De acordo com o cronograma oficial estabelecido, os projetos deverão ser concluídos num prazo de seis meses, estendendo-se até outubro de 2026. A partir da sua aprovação, a fase de execução da obra terá a duração de 24 meses, com previsão de entrega definitiva da estrutura portuária para outubro de 2028.

Apresentada inicialmente em outubro de 2025, a iniciativa integra um plano abrangente de modernização logística e de mobilidade para a região amazônica. O novo complexo portuário será erguido numa área de aproximadamente 38 mil metros quadrados, contemplando também melhorias urbanísticas em todo o seu entorno. Para otimizar as operações, o empreendimento será dividido em dois grandes setores de atuação: um voltado para a área da Feira da Banana e outro focado na Feira da Manaus Moderna.
Entre os principais destaques do projeto está a elevação de uma estrutura robusta, projetada para receber embarcações de grande porte, incluindo ferry boats com mais de 80 metros de comprimento. O terminal de passageiros foi dimensionado para atender a um fluxo de até 4.000 pessoas por dia, garantindo áreas seguras e adequadas para o embarque e desembarque. O plano logístico inclui ainda espaços dedicados à movimentação de cargas e encomendas, áreas de fiscalização, pontos de apoio estratégico, estacionamento e zonas de convivência, configurando uma transformação estrutural que deverá redefinir o cenário portuário de Manaus nos próximos anos.







