Nova mistura da gasolina entra em vigor neste sábado; veja o que muda para quem abastece

Brasil. Os motoristas brasileiros passam a encontrar uma gasolina com nova composição nos postos de combustíveis a partir deste sábado (1º). A principal mudança é o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro, que passa de 30% para 32%, enquanto a parcela de gasolina fóssil é reduzida para 68%.
A alteração faz parte da política do governo federal para ampliar o uso de biocombustíveis, reduzir a dependência da importação de derivados de petróleo e diminuir a emissão de poluentes. A substituição, no entanto, não acontecerá de forma imediata em todos os postos, já que a nova gasolina chegará ao consumidor conforme os estoques antigos forem sendo renovados pelas distribuidoras.
Para quem abastece diariamente, a principal dúvida é se haverá economia. A expectativa do governo é de que a maior participação do etanol possa contribuir para uma pequena redução no preço da gasolina. Porém, especialistas destacam que o valor cobrado nas bombas depende de diversos fatores, como o preço internacional do petróleo, a cotação do dólar, tributos e os custos de distribuição.
Outra consequência da mudança pode ser uma leve redução na autonomia dos veículos. Como o etanol possui menor poder calorífico em comparação à gasolina, alguns automóveis podem apresentar um consumo ligeiramente maior de combustível para percorrer a mesma distância. Ainda assim, a diferença tende a ser pequena para a maioria dos motoristas.
De acordo com o Ministério de Minas e Energia, estudos técnicos realizados antes da implementação da medida indicam que a nova mistura é compatível com a frota nacional e não oferece riscos ao funcionamento dos motores.
Apesar disso, a alteração ainda é alvo de questionamentos. Uma ação apresentada pelo Ministério Público Federal pede a suspensão da nova composição, sob o argumento de que são necessários mais esclarecimentos sobre seus impactos econômicos e técnicos. Até o momento, a medida continua em vigor enquanto a Justiça analisa o caso.
A recomendação para os consumidores é acompanhar a evolução dos preços nas próximas semanas e observar o desempenho do veículo à medida que a nova gasolina passa a ser comercializada em todo o país.

