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Intelbras avalia expansão na Zona Franca de Manaus e vê região como “porto seguro” após Reforma Tributária

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Intelbras avalia expansão na Zona Franca de Manaus e vê região como “porto seguro” após Reforma Tributária

Manaus – A Intelbras estuda ampliar sua produção na Zona Franca de Manaus, de olho nos incentivos fiscais mantidos pela recente Reforma Tributária. A região segue como peça estratégica para a companhia, especialmente diante da redução gradual de benefícios em outras partes do país.

Segundo o gerente executivo de relações com investidores, Bruno Teixeira, a capital amazonense pode se consolidar como um “porto seguro” para os negócios da empresa. Apesar disso, ele ressalta que ainda não há uma decisão final sobre a expansão. “Temos avaliado terrenos”, afirmou, indicando que o movimento ainda está em fase de análise.

A unidade de Manaus, inaugurada em 2009, já é uma das maiores da Intelbras e concentra a fabricação de equipamentos de CFTV (circuito fechado de televisão), amplamente utilizados em sistemas de segurança. A empresa também possui fábricas em Santa Catarina e Minas Gerais, mas descarta transferir sua sede para a capital amazonense.

A possível ampliação da operação está baseada em dois fatores principais: a necessidade de aumentar a produção e a manutenção dos incentivos fiscais. Entre os benefícios, destacam-se a redução do Imposto de Importação e a isenção do IPI, considerados fundamentais para manter a competitividade frente a produtos importados.

Para a empresa, a escala industrial e os incentivos tornam a Zona Franca praticamente indispensável para operações em grande volume. “Ou se produz em Manaus ou dificilmente vai valer a pena operar”, destacou o executivo, ao comentar sobre o segmento de CFTV.

Outro ponto relevante é a logística. A Intelbras adota um modelo híbrido: insumos importados da China chegam por via marítima, passando pelo Canal do Panamá e seguindo pelos rios até Manaus. Já os produtos acabados, de maior valor agregado e menor peso, são distribuídos principalmente por transporte aéreo.

A companhia também mantém estratégias para reduzir os impactos da variação cambial. Como grande parte dos custos está atrelada ao dólar, a empresa realiza operações de hedge e mantém estoques estratégicos para proteger cerca de 60 dias de exposição cambial, garantindo maior estabilidade financeira.

Apesar da aposta na expansão, os resultados recentes mostram um cenário desafiador. Em 2025, a Intelbras registrou lucro líquido de R$ 483,7 milhões, queda de 8,5% em relação ao ano anterior. O faturamento também recuou 6,2%, totalizando R$ 4,46 bilhões. Segundo a empresa, o desempenho foi impactado por ajustes estratégicos em áreas como tecnologia da informação, energia e pela migração de sistemas internos de gestão.

Mesmo com a retração nos números, a manutenção dos incentivos fiscais reforça o papel da Zona Franca de Manaus como um dos principais polos industriais do país e peça-chave no planejamento de longo prazo da companhia.


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