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Indústria 4.0: Nova portaria do Inmetro regulamenta repasses de PD&I para o Polo Industrial de Manaus

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Indústria 4.0: Nova portaria do Inmetro regulamenta repasses de PD&I para o Polo Industrial de Manaus

Manaus – Quem acompanha o dia a dia do Polo Industrial de Manaus (PIM) sabe que a sobrevivência e a competitividade do nosso modelo econômico dependem de uma palavra-chave: inovação. Não basta apenas montar; é preciso modernizar. E é exatamente nesse cenário que uma nova medida do Inmetro, publicada nesta segunda-feira (6/4), ganha um peso enorme para a nossa economia local.

A recém-publicada Portaria nº 171 institui o Programa de Classificação da Maturidade da Indústria 4.0. Em termos práticos, trata-se de uma “régua” oficial e padronizada do governo federal para medir o quão digitalizada e tecnológica uma fábrica realmente é.

A Raiz Manauara da Nova Regra

O que pouca gente de fora sabe – e que nós, que vivemos a realidade econômica do Amazonas, precisamos destacar – é que esse programa nacional não nasceu por acaso. Ele foi motivado diretamente por uma demanda do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) voltada para a nossa Zona Franca de Manaus (ZFM).

Pela nossa legislação (especificamente o Decreto nº 10.521/2020), as indústrias aqui instaladas podem contabilizar os pesados investimentos feitos na adequação de suas linhas produtivas para a Indústria 4.0 como gastos obrigatórios em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). O problema é que, até então, faltava uma metodologia oficial e reconhecida para atestar esse enquadramento. Como provar, na ponta do lápis, que a fábrica estava de fato subindo de nível tecnológico?

“Trata-se de um instrumento que qualifica as políticas públicas, orienta investimentos e impulsiona a competitividade da indústria brasileira, alinhando o país às exigências de uma neoindustrialização pautada por métricas, prioridades e visão de longo prazo.” – Márcio André Oliveira Brito, presidente do Inmetro.

Como a Avaliação Vai Funcionar na Prática?

Para evitar que as empresas fiquem reféns de modelos internacionais caros e muitas vezes descolados da realidade brasileira, o Inmetro, por meio da sua Diretoria de Metrologia Científica, Industrial e Tecnologia (Dimci), criou um sistema estruturado.

A adesão ao programa é voluntária, mas a certificação (que poderá ser emitida pelo próprio Inmetro ou por organismos parceiros acreditados) vai analisar as empresas gerando um índice numérico de evolução. A avaliação é pautada em evidências objetivas e questionários padronizados, divididos em três eixos principais:

  1. Processo: Como as operações da fábrica estão estruturadas e o seu nível de automação.
  2. Tecnologia: A qualidade e a conectividade dos equipamentos, hardwares e softwares empregados no chão de fábrica.
  3. Organização: Como a cultura empresarial e a gestão lidam com a transição para o ambiente digital.

Como bem pontuou Danielle Assafin, diretora da Dimci, o modelo cria uma “linguagem estruturada”. Isso significa que o empresário do PIM terá clareza para entender onde está acertando e onde precisa injetar capital para modernizar seu parque fabril.

O Futuro: A Nova Indústria Brasil e a Nossa Competitividade

O programa do Inmetro chega em excelente momento, dialogando diretamente com a Nova Indústria Brasil (NIB), a política governamental que traça as metas de desenvolvimento do setor produtivo nacional até 2033.

Para nós, em Manaus, ter essa métrica clara vai muito além de um “selo” na porta da fábrica. Significa segurança jurídica para os aportes de PD&I, transparência contábil e atratividade para novos investimentos globais. Quando o Estado e a iniciativa privada tomam decisões baseadas em dados e métricas reais, o Custo Brasil cai e a competitividade do nosso Polo sobe.

As indústrias do PIM interessadas em largar na frente e diagnosticar o seu nível de maturidade tecnológica já podem acessar o serviço e os critérios públicos diretamente no site do Inmetro. É o momento ideal para mostrarmos que o chão de fábrica manauara está pronto para as demandas da próxima década.


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