Empresário defende ‘superzona franca’ para atrair bilhões em IA e data centers ao Brasil; entenda a estratégia
Brasil – O empresário Tallis Gomes, fundador da G4 Educação, defendeu a criação de uma espécie de “superzona franca” no Brasil para atrair grandes investimentos em data centers e inteligência artificial. A proposta, chamada por ele de “zonas de exclusão diplomática”, prevê áreas especiais com regras próprias nas áreas tributária, ambiental, trabalhista e aduaneira.
Além disso, o projeto incluiria normas diferenciadas de segurança de dados. A ideia é transformar determinadas regiões brasileiras em polos capazes de disputar investimentos no mercado global de tecnologia.
Superzona franca funcionaria como “um país à parte”
Em entrevista à CNN Brasil, Tallis usou o interior do Piauí como exemplo de onde o modelo poderia funcionar. “Não é uma ZPE, é mais do que uma ZPE, é um país à parte ali dentro”, afirmou. Segundo o empresário, a proposta vai além das atuais Zonas de Processamento de Exportação. Dessa forma, essas regiões teriam condições especiais para atrair empresas interessadas em instalar grandes estruturas de armazenamento e processamento de dados.
Empresário ligado à direita defende investimentos em tecnologia
Apoiador declarado de Flávio Bolsonaro (PL), Tallis também integra a Rockbridge Network, organização privada norte-americana ligada a nomes da direita dos Estados Unidos. Para ele, o Brasil apresenta vantagens importantes na disputa por investimentos em tecnologia. Entre elas estão a matriz energética relativamente limpa e as reservas de minerais estratégicos. Além disso, o empresário acredita que essas características podem fortalecer a posição brasileira na corrida internacional por infraestrutura de inteligência artificial.
Tallis Gomes projeta até US$ 2 trilhões em investimentos
Nas contas apresentadas pelo empresário, cerca de US$ 7 trilhões em investimentos ligados à inteligência artificial estariam disponíveis para contratação nos próximos cinco anos. Desse montante, Tallis calcula que o Brasil poderia atrair entre US$ 1 trilhão e US$ 2 trilhões. Entretanto, esses valores representam projeções particulares do empresário, e não estimativas oficiais ou contratos já confirmados. Para alcançar esse resultado, ele defende mudanças nas condições oferecidas pelo país aos investidores internacionais.
Superzona franca é comparada ao modelo econômico da China
Além disso, Tallis comparou a oportunidade brasileira ao processo de transformação econômica da China nas décadas de 1980 e 1990. Naquele período, o governo chinês criou zonas econômicas especiais que ajudaram a atrair indústrias e investimentos estrangeiros. Um dos principais exemplos é Shenzhen, que se transformou em um importante polo industrial e tecnológico.
Para o empresário, o Brasil poderia aproveitar uma oportunidade semelhante. Dessa vez, porém, o foco estaria no desenvolvimento de data centers e na infraestrutura necessária para a expansão da inteligência artificial.
Proposta ainda depende de discussões jurídicas e políticas
Por fim, a criação de uma superzona franca com regras diferenciadas levantaria discussões sobre legislação tributária, proteção ambiental, direitos trabalhistas e segurança de dados. Afinal, a adoção de regimes próprios exigiria uma análise jurídica sobre os limites e as condições para sua implementação.
Apesar das projeções bilionárias, a ideia ainda é uma proposta defendida por Tallis Gomes, sem confirmação de adoção pelo governo ou por uma campanha presidencial. Acompanhe outras notícias sobre economia, política e tecnologia no Portal CM7 Brasil.




