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Com camisa ‘100% Zona Franca’, Flávio Bolsonaro defende desenvolvimento do modelo industrial de Manaus durante visita à fábrica da Honda; vídeo

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Com camisa ‘100% Zona Franca’, Flávio Bolsonaro defende desenvolvimento do modelo industrial de Manaus durante visita à fábrica da Honda; vídeo

Manaus – Em agenda de campanha realizada na manhã desta sexta-feira (11/9), o senador e candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), visitou as instalações da fábrica da Honda, localizada na Zona Franca de Manaus (ZFM). Vestindo uma camisa amarela com a inscrição “100% Zona Franca”, o parlamentar buscou reforçar seu compromisso com o polo industrial amazonense, classificando o modelo econômico como “sagrado” não apenas para a região Norte, mas para todo o Brasil. Durante a coletiva de imprensa, Flávio apresentou propostas voltadas para a expansão tecnológica, infraestrutura, exploração de recursos naturais e turismo.

Ao lado de aliados políticos locais, como a candidata a governadora professora Maria do Carmo e o candidato ao senado capitão Alberto Neto, Flávio utilizou a operação da Honda como um exemplo de sucesso da indústria nacional. Ele destacou a importância de manter a cadeia produtiva completa no país, ressaltando que, na fábrica, a produção ocorre desde o primeiro parafuso até a motocicleta chegar à concessionária. Em contrapartida, o candidato teceu duras críticas à atual política econômica do governo federal. Segundo ele, o excesso de impostos, a burocracia e o desincentivo ao empreendedorismo já resultaram na fuga de mais de 300 indústrias brasileiras para o Paraguai.

Para reverter esse cenário e impulsionar a geração de empregos no Amazonas, o presidenciável propôs a diversificação da Zona Franca de Manaus por meio da atração de investimentos em tecnologia de ponta. Flávio argumentou que existe atualmente uma forte competição global para a instalação de Data Centers, estruturas essenciais para o avanço da inteligência artificial. De acordo com o senador, Manaus tem potencial para se tornar um polo de atração para esses complexos tecnológicos, o que injetaria bilhões de dólares na economia local e criaria novos postos de trabalho fora dos segmentos tradicionais de eletroeletrônicos e motocicletas.

A matriz econômica do estado também foi pauta no setor de recursos naturais. O candidato destacou que o Amazonas possui vastas reservas inexploradas de gás natural e potássio, elementos cruciais para a fabricação de fertilizantes e defensivos agrícolas. A proposta de Flávio é transformar a região em um grande polo de produção desses insumos, com o objetivo de garantir a soberania do agronegócio brasileiro, diminuir a dependência de importações e, consequentemente, reduzir o custo dos alimentos que chegam à mesa de milhões de brasileiros.

No campo da infraestrutura, a promessa central foi a pavimentação de rodovias federais e estaduais que cortam a floresta, com destaque para a conexão logística entre Manaus e Porto Velho. O senador criticou a situação das estradas de terra que se transformam em atoleiros durante o período chuvoso, prejudicando o escoamento da produção e o direito de ir e vir da população. Ele culpou o que chamou de ideologia de esquerda nos órgãos de licenciamento ambiental pelos entraves nas obras, garantindo que, se eleito, promoverá o asfaltamento pautado estritamente no cumprimento da lei, argumentando que as estradas já existem e o impacto inicial já foi absorvido.

Por fim, Flávio Bolsonaro fez um forte aceno ao potencial turístico do estado. Relembrando passeios que fez subindo o Rio Negro, ele descreveu locais intocados da floresta, comparando-os à época em que “Deus fez Adão e Eva”. Para o candidato, a promoção do ecoturismo deve receber grandes incentivos governamentais, defendendo a tese de que a presença e o interesse do turista formam a melhor e mais eficiente barreira de fiscalização para a preservação ambiental da Amazônia.


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