Bolsa Família de julho começa a ser pago nesta segunda-feira para beneficiários com NIS final 1

Brasil – A Caixa Econômica Federal inicia nesta segunda-feira (20) o calendário de pagamentos do Bolsa Família referente ao mês de julho. Nesta primeira etapa, recebem os beneficiários cujo Número de Inscrição Social termina em 1.
O cronograma seguirá de forma escalonada ao longo dos últimos dez dias úteis do mês. Cada grupo terá uma data específica de liberação, definida conforme o último dígito do NIS.
Além do calendário regular, moradores de 175 municípios localizados em seis estados terão o pagamento antecipado e unificado. Nessas cidades, o benefício será disponibilizado nesta segunda-feira, sem considerar o número final do NIS, devido ao reconhecimento de situação de emergência ou calamidade pública.
A medida alcança municípios do Amazonas, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe. No Amazonas, três cidades foram incluídas na liberação especial.
Valor mínimo e adicionais
O Bolsa Família garante pagamento mínimo de R$ 600 por família. O valor final, porém, pode ser maior conforme o número de integrantes e a presença de crianças, adolescentes, gestantes ou bebês.
Famílias com crianças de até 6 anos recebem um adicional de R$ 150 por criança. Para gestantes, jovens de 7 a 18 anos e bebês com até seis meses, há acréscimos de R$ 50, conforme os critérios do programa.
Esses complementos são calculados individualmente e somados ao valor principal, desde que os dados do Cadastro Único estejam atualizados e a família cumpra as exigências estabelecidas.
Consulta pelo Caixa Tem
As informações sobre data de pagamento, valor liberado e composição do benefício podem ser consultadas pelo aplicativo Caixa Tem. A plataforma também permite movimentar o dinheiro, realizar transferências, pagar contas e usar o cartão virtual.
Os beneficiários também devem acompanhar a situação do cadastro e manter atualizadas informações como endereço, renda e composição familiar. Divergências podem provocar bloqueios ou necessidade de revisão do benefício.
Regra de proteção
Famílias que aumentam a renda após conseguir emprego ou outra fonte de rendimento podem continuar recebendo parte do Bolsa Família por um período determinado. Pela chamada regra de proteção, o pagamento corresponde a 50% do valor anteriormente recebido, desde que a renda por integrante permaneça dentro do limite previsto.
Para quem entrou nessa condição até maio de 2025, o benefício parcial pode ser mantido por até dois anos. Nos casos mais recentes, o período foi reduzido para um ano.
Outra mudança impede o desconto do Seguro Defeso no cálculo do programa. A medida protege pescadores artesanais que recebem o auxílio durante a época de proibição da pesca, evitando que o repasse temporário reduza o valor do Bolsa Família.


