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Wilson Lima usa Diário Oficial do Amazonas como vitrine de autopromoção em ano eleitoral; veja

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Wilson Lima usa Diário Oficial do Amazonas como vitrine de autopromoção em ano eleitoral; veja

Amazonas – A edição do Diário Oficial do Estado do Amazonas (DOE) de 8 de janeiro de 2026 chamou a atenção da população atenta ao uso da comunicação oficial pelo poder público. O conteúdo publicado foge ao padrão técnico esperado de um veículo institucional e levanta indícios de utilização da máquina pública para promoção pessoal do governador Wilson Lima (União Brasil), em um ano eleitoral no qual ele é apontado como pré-candidato ao Senado.

O principal questionamento está na forma como a primeira página do DOE foi ocupada. Em vez de se limitar à divulgação objetiva de atos administrativos, o espaço trouxe uma matéria com linguagem promocional, fotos de eventos e destaque visual típico de material de campanha. A publicação sobre a entrega do “Auxílio Estadual Permanente” a 2.500 novos beneficiários em Manaus assumiu contornos de divulgação política, com imagens do governador em contato direto com a população e declarações em tom personalista, como a fala que associa o benefício à proximidade das festas de fim de ano.

O formato adotado descaracteriza a finalidade institucional do Diário Oficial. A diagramação e o texto se aproximam mais de panfletagem ou jornalismo promocional do que de comunicação pública impessoal, construindo a imagem de um governante “benfeitor” e concentrando os méritos da política pública em sua figura pessoal.

Sob o aspecto jurídico, a prática pode ferir princípios centrais da administração pública. A Constituição Federal proíbe a promoção pessoal de autoridades em publicações oficiais, enquanto a Lei de Improbidade Administrativa trata o uso do aparato estatal para autopromoção como violação aos princípios da legalidade e da moralidade. Em ano eleitoral, a Lei das Eleições reforça essas restrições ao vedar condutas capazes de desequilibrar a disputa.

Diante do episódio, cresce a pressão para que o Ministério Público do Amazonas e o Ministério Público Eleitoral analisem possível desvio de finalidade na atuação da Imprensa Oficial. O histórico da Justiça Eleitoral indica rigor em situações que envolvem o uso de estruturas públicas para ampliar a visibilidade de gestores interessados em disputar novos cargos.

Caso fique caracterizado abuso de poder político ou improbidade administrativa, as consequências podem ir de multas à declaração de inelegibilidade.

Veja:


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