Wilson Lima faz da Igreja Assembleia de Deus um palanque eleitoral: ‘até onde alguém vai por votos?’; veja vídeo

Manaus – Com as eleições de 2026 se aproximando, o cenário da política amazonense vem registrando uma série de cenas polêmicas. A mais recente envolve o ex-governador e agora candidato ao Senado, Wilson Lima, acompanhado de Jonatas Câmara, presidente da Assembleia de Deus no Amazonas, e de outros políticos, que aconteceu nesta última quarta-feira (02/09).
O candidato subiu ao palco, apresentou propostas e tentou convencer os fiéis de que é um bom nome para ocupar uma das vagas de senador pelo Amazonas. Diante de mais de centenas pastores e dirigentes da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Amazonas (Ieadam), Wilson Lima se camuflou de conservador e defendeu como um papagaio todas as pautas que agradariam a família Bolsonaro, mesmo sem ter o apoio deles.
Veja vídeo:
A cena chama atenção justamente pelo uso do ambiente religioso em plena campanha eleitoral. A legislação é clara: templos religiosos, que são considerados bens de uso comum, não podem ser utilizados para fins eleitorais, ainda que sejam propriedades privadas.

A proibição está prevista no artigo 37 da Lei nº 9.504/1997 e busca impedir que espaços destinados à fé sejam transformados em palanque para candidatos. A depender da análise da Justiça Eleitoral, a conduta pode ocasionar o indeferimento do registro de sua candidatura ou, caso seja eleito, até mesmo a cassação. A prática levanta questionamentos sobre até onde um político vai por votos, mesmo em locais onde a principal preocupação deveria ser buscar a Deus e não apoio político.

