Vorcaro editava textos de vídeos de Gabriela Prioli vendidos como opinião espontânea para beneficiar o Banco Master; veja
Brasil – Mensagens vazadas revelam uma grande polêmica envolvendo o mercado financeiro e a internet. Inicialmente, as conversas indicam uma interferência direta na produção de conteúdo digital. O banqueiro Daniel Vorcaro acompanhava e editava roteiros da influenciadora Gabriela Prioli. Na prática, a advogada apresentava esses vídeos como manifestações de opinião espontânea. Contudo, o material abordava assuntos do mercado financeiro para beneficiar o Banco Master. Dessa forma, a equipe de comunicação da empresa discutia todos os roteiros. Eles também avaliavam o momento mais adequado para as publicações. Além disso, as mensagens mencionam um contrato de 12 meses com a influenciadora digital.
A Estratégia de Comunicação nas Redes Sociais
Um dos principais registros aparece em uma conversa de 5 de abril de 2025. Naquela ocasião, a superintendente de Comunicação e Marketing informou uma grande novidade. Ana Matos confirmou que o contrato com a influenciadora estava totalmente assinado. Consequentemente, o grupo trabalhava na finalização de um roteiro para publicação. “De fato, o contrato está assinado por 12 meses”, escreveu Ana.
“Além disso, teremos cerca de 15 influenciadores com alto engajamento por três meses”, completou a superintendente. Segundo a mensagem, a estratégia corporativa mobilizaria diferentes públicos nas redes sociais. O principal objetivo era defender as operações financeiras e rebater críticas severas.
Vorcaro Queria Interferir nos Argumentos de Gabriela Prioli
As conversas indicam que Vorcaro não apenas acompanhava os resultados de engajamento. O banqueiro queria interferir nos argumentos do texto de forma muito direta. Por exemplo, ele sugeriu que um roteiro mencionasse os ataques que a instituição sofria. “Acho que no texto ela tem que me citar e explicar as fake news”, teria escrito o empresário. Esse episódio sugere que o banqueiro buscava direcionar a abordagem do conteúdo online.
Em outra conversa, ele apresenta uma orientação ainda mais direta contra a imprensa. “Tem que bater em jornalista”, ordenou Vorcaro no fim de maio. A Polícia Federal (PF) obteve essas mensagens exclusivas a partir do celular do banqueiro.
Vídeo sobre CDBs e a Pressão da Equipe
Outro episódio importante ocorreu no mês de abril de 2025. Naquele momento, Vorcaro sugeriu a produção de um vídeo específico. A gravação abordaria os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do banco. O objetivo era incentivar investidores a manter recursos financeiros na instituição. Posteriormente, em um vídeo já apagado, Prioli argumentou que os CDBs eram muito mais seguros. Afinal, as aplicações contavam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
No entanto, essa garantia possui limites específicos e não elimina os riscos totalmente. A atuação da equipe de comunicação também aparece em mensagens de julho. A superintendente perguntou a Vorcaro sobre a divulgação de um vídeo estratégico. A resposta atribuída ao banqueiro foi extremamente direta e impaciente. “Solta a Prioli. Cadê o vídeo?”, cobrou ele.
Dois dias depois, Ana afirmou que a influenciadora havia incorporado as alterações. “Ela absorveu nosso pedido. Nós estamos precisando de ajuda nessa guerra”, escreveu a funcionária. A troca de mensagens mostra uma grande preocupação com o momento exato da divulgação.
O Que Diz a Influenciadora Gabriela Prioli?
Diante da enorme repercussão, Gabriela Prioli negou qualquer vínculo com a instituição financeira. A influenciadora declarou que não possui contrato com o Banco Master. Igualmente, ela negou ter recebido pagamentos para produzir conteúdos empresariais. “Eu nunca conversei com ninguém desse banco na vida”, afirmou a advogada. “Em suma, eu nunca celebrei nenhum tipo de contrato com eles”, completou.

A influenciadora publicou um longo vídeo de esclarecimento recentemente. Na gravação, ela garante que não participou de ataques coordenados contra o Banco Central do Brasil (BCB). A imprensa procurou a superintendente Ana Matos, mas não obteve qualquer resposta oficial. Por fim, o caso levanta um amplo debate sobre publicidade disfarçada na internet.
Portanto, a transparência sobre vínculos comerciais torna-se fundamental para a audiência moderna. O público precisa avaliar todas as divergências atestadas nas investigações oficiais. O esclarecimento dos fatos determinará a responsabilidade de cada participante nessa estratégia digital.





