Venezuelanos e aliados da liberdade lembram martírio de Óscar Pérez contra ditadura de Maduro; veja vídeo
Mundo – A quase oito anos após o martírio de Óscar Pérez, o policial e ativista que se rebelou contra o regime de Nicolás Maduro em defesa da democracia venezuelana, a história parece fechar um ciclo simbólico. Nesta data, 3 de janeiro de 2026, o mundo acordou com a notícia da captura de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, por forças estadounidenses em uma operação militar de grande escala em Caracas.
Óscar Pérez, morto em 15 de janeiro de 2018 durante uma operação que muitos consideram uma execução extrajudicial, tornou-se ícone da resistência contra a tirania chavista. Em 27 de junho de 2017, ele pilotou um helicóptero da polícia venezuelana e atacou o Supremo Tribunal de Justiça e o Ministério do Interior, lançando granadas e disparando tiros sem causar vítimas fatais. Sua ação carregava uma faixa com a inscrição “350 Liberdade”, em referência ao artigo 350 da Constituição venezuelana, que autoriza a desobediência civil a regimes que violem os princípios democráticos.
Pérez declarava abertamente: “Somos uma coalizão de militares, policiais e civis em busca de liberdade contra um governo criminoso e tirano”. Sua rebelião simbolizava a indignação de setores das Forças Armadas contra o esvaziamento do Legislativo, o aparelhamento do Judiciário e a repressão violenta aos protestos populares.
Um dia para lembrar Óscar Pérez, assassinado de forma cruel pelo ditador Nicolás Maduro em 15 de janeiro de 2018. Um dos mais corajosos que ousou enfrentar o regime comunista na Venezuela. pic.twitter.com/FTrabvSx3V
— Fernanda Salles (@reportersalles) January 3, 2026
Oito anos depois, com a captura de Maduro — acusado de narcoterrorismo e de liderar o chamado “Cartel de los Soles” —, venezuelanos no exílio e aliados da liberdade ao redor do mundo revivem a memória de Pérez como um precursor da luta que, enfim, derrubou o ditador.
Nas ruas de Doral, na Flórida — conhecida como “pequena Caracas” pela grande comunidade venezuelana —, milhares celebraram a operação estadounidense que resultou na prisão de Maduro e em sua transferência para solo americano, onde enfrentará julgamentos por conspiração de narcoterrorismo e importação de cocaína. “Óscar Pérez deu a vida por isso. Hoje, vemos justiça sendo feita”, declarou um manifestante à imprensa local.
Líderes da oposição, como María Corina Machado e Edmundo González Urrutia — reconhecido por diversos países como presidente eleito legítimo após as fraudes de 2024 —, ainda não se pronunciaram oficialmente, mas fontes próximas indicam que o momento é visto como o início de uma transição democrática.
A operação, anunciada pelo presidente Donald Trump, incluiu ataques a alvos militares em Caracas, incluindo o complexo Fuerte Tiuna, e marcou o fim de um regime que, por mais de duas décadas, mergulhou a Venezuela em crise humanitária, hiperinflação e êxodo em massa.
Para os que lutam pela liberdade na Venezuela e na diáspora, o martírio de Óscar Pérez não foi em vão. Sua coragem inspirou uma geração que, hoje, vê o tirano capturado e o caminho para a reconstrução do país finalmente aberto.
Que a memória de Óscar Pérez, herói da liberdade, inspire a Venezuela a recuperar sua democracia e prosperidade.




