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Urna eletrônica é aberta em transmissão ao vivo: veja como funciona

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Urna eletrônica é aberta em transmissão ao vivo: veja como funciona

A abertura da urna eletrônica em transmissão ao vivo, realizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), marcou um importante passo para aumentar a transparência do sistema de votação no Brasil. O evento, transmitido direto da sede do TSE em Brasília, ocorreu no dia 3 de outubro e faz parte da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação. Ao demonstrar o funcionamento interno do equipamento, o TSE busca ampliar o conhecimento da população sobre a segurança e a auditabilidade desse método de votação.

Funcionamento das Urnas Eletrônicas

Durante a transmissão, Rafael Azevedo, coordenador de Tecnologia Eleitoral do TSE, detalhou como a urna eletrônica opera. O equipamento é composto por dois terminais conectados por um cabo: o terminal do mesário, que identifica o eleitor, e o terminal do eleitor, onde o voto é registrado. Importante destacar que a urna eletrônica opera sem conexão à internet, seja por meio de Bluetooth ou Wi-Fi, garantindo assim sua segurança contra ataques externos.

“Essa ausência de conexões impede que qualquer um ataque a urna a distância. Mesmo aberta, a urna possui segurança suficiente para evitar adulterações, como a alteração de votos.”

Medidas de Segurança

No evento, foram apresentadas as quatro barreiras de segurança que envolvem a urna eletrônica, localizadas no teclado, leitor biométrico, processador criptográfico e impressora. A impressora é essencial para a produção do relatório zerésima, que confirma que as urnas não computaram votos antes do início da eleição. Essa transparência é fundamental para o fortalecimento da confiança no sistema de votação.

Em caso de falhas, o TSE tem um plano de contingência, utilizando um equipamento reserva onde os dados e votos são armazenados. Rafael Azevedo ressaltou a simplicidade desse processo:

“A filosofia da urna eletrônica é: desliga, liga. Se não funcionou, trocamos de equipamento. Os dados estão sempre seguros e podem ser transferidos para uma nova urna de forma rápida.”

Segurança na Fabricação

Outro ponto destacado foi a segurança no processo de fabricação das urnas eletrônicas. O representante de tecnologia do TSE explicou que o projeto é desenvolvido por servidores do TSE que supervisionam a produção das urnas. A empresa contratada passa por mais de 150 testes durante o processo de licitação, garantindo que o equipamento atenda às especificações necessárias.

“A arquitetura de segurança do equipamento é desenvolvida em colaboração com os técnicos do TSE, abrangendo hardware, software e firmware criptográfico,” explicou a autoridade durante a transmissão.

A promoção de ações de conscientização sobre o sistema de votação não se limita ao TSE. Os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) em todo o Brasil também estão realizando atividades em seus estados, que se estenderão até o dia 7 de outubro. Essas iniciativas visam informar e esclarecer ao público sobre a importância da segurança da urna eletrônica e do processo eleitoral.

Assim, a transparência nas práticas e a segurança na votação são pilares fundamentais que caracterizam a atuação do TSE. O esforço conjunto entre as diferentes esferas do Tribunal reflete um compromisso com a democracia e com a integridade do processo eleitoral no Brasil.


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