Urgente: Aadesam é novamente alvo da PF após suspeita de uso político de servidores para favorecer Roberto Cidade; veja imagens

Amazonas – A Polícia Federal voltou a cumprir diligências na sede da Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (Aadesam), em Manaus, na manhã desta sexta-feira (4), um dia após agentes federais realizarem uma operação de busca e apreensão no local.
A movimentação acontece em meio a uma investigação da Justiça Eleitoral sobre possíveis abusos de poder político e econômico de Roberto Cidade nas Eleições 2026.
Informações repassadas por fontes ao Portal e TV CM7 Brasil apontam que a presença da Polícia Federal na sede da agência nesta sexta-feira estaria relacionada à continuidade das diligências e à coleta de novos documentos e informações considerados importantes para a investigação. Até o momento, não houve detalhamento oficial sobre todo o material que teria sido recolhido na nova diligência.

Na quinta-feira (3), os agentes apreenderam equipamentos de informática, um celular e uma mídia de armazenamento. O material foi encaminhado ao setor técnico-científico da PF para passar por procedimentos de perícia e análise dos dados.
A investigação tem entre os principais pontos a transferência de 19 servidores da Aadesam de Manaus para municípios do interior do Amazonas. A medida foi determinada pela Secretaria de Estado da Assistência Social (Seas), por meio de um ofício emitido em 19 de agosto.

A transferência foi posteriormente suspensa pela Justiça Eleitoral após uma coligação apontar possível motivação eleitoral. Conforme a suspeita apresentada no processo, os servidores poderiam ser deslocados para o interior com a finalidade de atuar politicamente em favor da campanha do governador Roberto Cidade.
Ao analisar o caso, a desembargadora Nélia Caminha Jorge, do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), apontou a possibilidade de enquadramento na conduta vedada prevista no artigo 73, inciso V, da Lei das Eleições. A legislação restringe a remoção ou transferência de servidores públicos nos três meses que antecedem a eleição, com exceções previstas em lei.
O caso ganhou novos contornos após o Ministério Público Eleitoral alertar a Justiça sobre o risco de documentos e registros relacionados aos servidores serem apagados, modificados ou alterados. A partir disso, foi autorizada a busca realizada na quinta-feira.
Agora, segundo informações obtidas pelo CM7 Brasil junto a fontes, a movimentação da Polícia Federal na sede da Aadesam nesta sexta-feira faz parte da continuidade da apuração.

A agência é vinculada ao Governo do Amazonas, comandado pelo governador e candidato à reeleição Roberto Cidade. Até o momento, não existe decisão judicial que reconheça a prática de irregularidades por parte do governador ou de outros envolvidos.
O Portal e TV CM7 Brasil acompanha o caso e busca informações oficiais sobre a nova diligência realizada nesta sexta-feira (4).

