TSE alerta para golpe com cobrança para regularização de pendências eleitorais
Por Souza em 8 de abril de 2026 às 13:09

Brasil – Golpes envolvendo o título de eleitor têm se tornado cada vez mais comuns no país, especialmente por meio de aplicativos de mensagens, e chamam a atenção do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Criminosos enviam notificações falsas alegando irregularidades vinculadas ao CPF do cidadão, com ameaças de sanções e bloqueios de serviços.
A tática usada pelos golpistas é clara: criar sensação de urgência e pânico para que a vítima clique em links fraudulentos, forneça dados pessoais ou realize pagamentos indevidos.
O TSE reforçou que não realiza qualquer cobrança para serviços eleitorais. Procedimentos como emissão do primeiro título, transferência de domicílio eleitoral e atualização cadastral são totalmente gratuitos. “O TSE e os Tribunais Regionais Eleitorais não enviam boletos, não solicitam pagamentos nem cobram taxas por meio de mensagens, aplicativos, SMS ou e-mail. Também não solicitam dados pessoais ou bancários por esses canais”, informou a presidência do tribunal.
Geralmente, as mensagens fraudulentas chegam por aplicativos como o WhatsApp e simulam comunicações oficiais da Justiça Eleitoral. Elas alertam sobre “pendências eleitorais graves” e instruem o usuário a clicar em um link para regularizar a situação imediatamente.
Ao acessar o endereço, a vítima é direcionada a um site falso que imita visualmente a página oficial do TSE, incluindo logotipos e outros elementos institucionais. Esse nível de semelhança aumenta o risco de engano. Nas páginas falsas, criminosos pedem dados sensíveis, como CPF, informações bancárias e pagamentos via boleto ou Pix, sob o pretexto de regularização imediata.
Além disso, as mensagens costumam usar ameaças para pressionar a vítima, mencionando bloqueio de serviços públicos, restrições no CPF e impedimentos administrativos. Embora sejam falsas, essas ameaças aumentam a pressão psicológica e aceleram a tomada de decisão da vítima.
Para se proteger, o TSE recomenda não clicar em links suspeitos, não fornecer dados pessoais ou bancários fora dos canais oficiais e consultar a situação eleitoral apenas por meios seguros, como o site oficial da Justiça Eleitoral ou o aplicativo e-Título. Também é importante verificar o endereço eletrônico (URL) antes de qualquer ação.
Os endereços confiáveis indicados pelo tribunal são:
Qualquer variação de domínio ou endereço pode ser sinal de tentativa de fraude.








